SOBRE DUAS RODAS - 09/02/2018 15:00 (atualizado em 09/02/2018 15:18)

Maravilhense percorre a Ruta del América 1

Tudo começou em 2015, quando Tibola traçou o caminho da Ruta del América 0, pelas estradas da Argentina e Urugua
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Foto: Divulgação 

A aventura está no sangue do maravilhense Alex Tibola, de 27 anos, um apaixonado por motos desde muito cedo. Viagens longas para ele sempre foram um desafio, incluindo em seu roteiro viagens ao Pantanal mato-grossense e encontros de motociclistas. “Já estou com quase 200 mil quilômetros de estrada”, frisa Tibola.

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A história a ser contada agora faz parte de mais uma aventura do motociclista: tudo começou em 2015, quando Tibola traçou o caminho da Ruta del América 0, pelas estradas da Argentina e Uruguai. Nos meses de fevereiro e março de 2017 Tibola começou a projetar a Ruta del América 1, desta vez por caminhos mais difíceis e um traçado mais logo, com mais de oito mil quilômetros. A viagem foi realizada por ele e mais três amigos: Cristiano Breitembach, Mauricio Krein e Marlon Douglas da Rosa, mas apenas Tibola completou o percurso.




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A expedição

Os quatro amigos pegaram a estrada às 6h do dia 23 de dezembro de 2017. Saíram de Maravilha, sentido Dionísio Cerqueira, onde entraram na Argentina. No primeiro dia fizeram 930 quilômetros, 700 destes com chuva. A noite foi passada no meio do Chaco argentino. “Durante os 21 dias de viagem, apenas na virada do ano dormimos em hotel”, frisam. Na rota foram inclusos os países da Argentina, Chile e Bolívia. “Em San Pedro do Atacama, no Chile, foi onde tivemos a melhor recepção. Aliás, os chilenos são muito preparados para receber turistas, muito educados”, lembram.

No sétimo dia de viagem eles chegaram à Bolívia, quando fizeram a primeira refeição em restaurante. “Até então nós passamos com ‘miojo’ e chá de coca, de noite, e durante o dia nos alimentávamos com barrinhas de cereais e pão com atum”, contam. A primeira noite na Bolívia foi passada a céu aberto, no Cemitério dos Trens, que fica em Uyuni. A partir desse ponto, seguiram viagem Tibola e Breitembach, os outros dois viajantes voltaram ao Brasil. O Deserto de Sal também fez parte do caminho, ali pernoitaram na Ilha do Pescado. A ilha é relativamente pequena e praticamente toda formada por pedras e cactos. 

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No dia seguinte o caminho começou a ser inverso. “Neste dia entramos na Argentina, onde ficamos na virada do ano”, diz Tibola. Três dias depois eles chegaram à cidade de Salta, na Argentina, onde visitaram as atrações culturais da cidade. Tibola destaca as múmias incas existentes em um museu naquela cidade, chamadas Los Niños. “Foram descobertos em 1999 no cume de sete mil metros do Monte Llullaillaco, um vulcão perto da fronteira com o Chile. Seus corpos congelados estão entre as múmias mais bem preservadas já encontradas, com órgãos internos intactos, sangue ainda presente no coração e nos pulmões, pele e características faciais praticamente intactos. Nenhum esforço especial foi feito para preservá-los. O frio e o ar seco e ralo fez todo o trabalho. Eles congelaram até a morte enquanto dormiam, e 500 anos depois ainda parecem crianças dormindo, e não múmias”, ressalta o aventureiro maravilhense. “No 15 dia eu segui viagem só, quando, de Eldorado, na Argentina, fui sentido a Foz do Iguaçu e depois Santa Helena e Curitiba, as duas últimas no Paraná, onde permaneci três dias, e então vim pra casa”, conta. 

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Dificuldades 

A maior dificuldade, segundo os viajantes, foi o vento na altitude de mais de quatro mil metros. As motos apresentaram alguns problemas na parte elétrica e Tibola precisou trocar um rolamento da roda traseira. “Passamos muito frio na altitude. À noite a água congelava e as motos não respondiam por causa do ar rarefeito”, conta. Teve um episódio em que uma tempestade de areia destruiu as barracas e naquela noite tiveram que improvisar o acampamento em uma tapera.

Tibola lembra que será produzido um documentário da viagem e para o fim do ano já está programada a Ruta del América 2. Nesta edição a rota será a região Norte da Bolívia e Machu Picchu, descendo pela costa do Oceano Pacífico até o Sul da Argentina. “Pretendemos andar na Ruta 40, considerada uma das mais famosas rodovias da Argentina”, frisa.  

Os amigos contam que aprenderam muitas lições, mas destacam um episódio. “Em uma manhã, estávamos nos preparando para pegar estrada. Então parou um estranho e pediu se nós íamos para o Chile. Dissemos que sim. Então ele pegou quatro litros de água mineral e nos deu, dizendo: ‘se vocês vão para o Chile, vão precisar de água’”, contam, ressaltando que quando menos se espera, as pessoas acabam ajudando. 

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Fonte: Rádio Líder FM/Nelcir Dall'Agnol/WH Comunicações
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