Novembro Azul - 05/11/2016 08:38 (atualizado em 05/11/2016 23:36)

Medicina e Saúde aborda a 'Saúde do Homem'

O apresentador do programa, Urologista Geovani Delevati e os convidados aproveitaram a campanha 'Novembro Azul' para alertar sobre a importância dos exames preventivos
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Medicina e Saúde - Alexandre Costa Lima e Ricardo Cesar Martin
Foto: Jucinei da Chaga / Grupo WH Comunicações

O Novembro Azul é uma campanha que busca conscientizar sobre o câncer de próstata e a prevenção da saúde do homem. O programa Medicina e Saúde, apresentado todos os sábados pelo médico urologista, Geovani Delevati, trouxe neste sábado os médicos urologistas Alexandre Costa Lima e Ricardo Cesar Martin. Eles falaram sobre a Campanha e  esclareceram a população sobre a importância dos exames preventivos.

Confira algumas informações sobre a doença:

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, de forma e tamanho semelhantes a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Como funciona o diagnóstico do câncer de próstata?

Os exames consistem na verificação do Antígeno Prostático Específico ( PSA, sigla em inglês), através do exame de sangue, e no exame de toque retal. Os dois são complementares para o diagnóstico e devem ser realizados anualmente. A doença pode demorar a se manifestar, exigindo exames preventivos constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal. Caso a alteração seja detectada, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico, como o ultrassom transretal e a biópsia da glândula, que consiste na retirada de fragmentos da próstata para análise. Pode ser solicitado ainda uma cintilografia óssea, que identifica o estágio do câncer da próstata.

Quem deve fazer os exames?

Todos os homens a partir de 50 anos devem procurar um urologista para realização dos exames. Aqueles com maior risco da doença (história familiar ou afrodescendentes) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos.

Só fazer o exame de sangue é suficiente?

Não, porque até 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. O exame de toque e o PSA são complementares. Através do toque, o urologista consegue perceber toda estrutura posterior da próstata, que é onde surgem 90% dos tumores.

O exame de toque é demorado?
É um exame simples e que dura 10 segundos. Além disso é indolor, apenas causa um leve desconforto.

Quais são os fatores de risco para o câncer de próstata?

Idade: cerca de 62% dos casos são de homens a partir dos 65 anos. As chances crescem conforme a idade, podendo acometer 50% dos homens aos 75 anos
Histórico familiar: história familiar de pai e irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco da doença em três a dez vezes em relação à população em geral

Raça: incidência é duas vezes maior entre os afrodescendentes.

É possível prevenir?

Não, mas é possível diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%. A influência da alimentação sobre o câncer ainda é incerta, porém há evidências que apontam que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e pobres em gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer. Evitar o sedentarismo e a obesidade também auxilia.

Quais são os sintomas?

Na fase inicial não há qualquer sintoma, por isso a importância dos exames para o diagnóstico precoce. Na fase avançada, quando a cura é mais difícil, o paciente pode sentir vontade de urinar com urgência, dificuldade para urinar, dor óssea, queda do estado geral, insuficiência renal e dores fortes.

Se apresentar algum desses sintomas ou um nível alterado de PSA significa que tenho câncer?

Não. Podem estar relacionados ao crescimento benigno da próstata ou alguma infecção ou inflamação. Além disso, não há um valor ideal do PSA, porque depende da idade. Apenas um especialista pode garantir se está dentro do padrão.

Câncer de próstata tem tratamento?

Sim. De acordo com a fase do tumor e as características do paciente, o médico poderá definir quais as melhores formas de tratamento. Nos estágios iniciais da doença (tumores localizados e localmente avançados) a prostatectomia radical é o tratamento padrão. Consiste em uma cirurgia para retirada da próstata e apresenta altos índices de cura. Radioterapia, terapia hormonal e vigilância ativa também podem ser tratamentos indicados.

Quais são as sequelas?

Há o risco de adquirir disfunção erétil depois do tratamento do câncer de próstata, mas tende a ser menor se o tratamento for realizado logo que a doença é detectada. A disfunção erétil pode ser temporária enquanto o paciente está em recuperação. Mas, no caso de a disfunção ser permanente, há medicamentos que funcionam na maioria dos casos. Como a próstata é um órgão do aparelho reprodutor, a cirurgia e os demais tratamentos podem afetar a capacidade de ejacular e, por isso, a fertilidade. Outra sequela apresentada é incontinência urinária, geralmente temporária. Sem tratamento adequado, o câncer de próstata pode ainda se espalhar para outros órgãos do corpo (metástase).

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia e Instituto Lado a Lado pela Vida


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Fonte: Jucinei da Chaga/WH Comunicações
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