Fraude no leite - 20/08/2014 07:12

Sete são presos em laticínios de Mondaí por adulteração no leite

Operação na manhã desta terça-feira foi realizada em empresas do Oeste e do noroeste do RS.
Comente agora!
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
Coletiva em Chapecó, revelou detalhes da operação Foto: Matheus Gustavo Imhoff/ Rádio Porto Feliz
Sete homens foram presos preventivamente em Mondaí numa operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Chapecó, deflagrada na manhã desta terça-feira (19). O objetivo foi combater crimes contra a saúde pública, relacionados à adulteração de leite in natura.

Os detalhes da operação chamada de ‘Leite Adulterado II’ foram apresentados em coletiva à imprensa, na tarde desta terça, no Fórum de Chapecó. A ação ocorreu na sede da empresa Laticínios Mondaí e na filial localizada em Vista Alegre, no noroeste do Rio Grande do Sul.

De acordo com as investigações, o leite cru era adulterado com substâncias químicas, entre elas formol e soda cáustica, além de água, para ser transportado em longas distâncias. O leite era levado principalmente para os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, para industrialização. Alguns lotes de leite adulterado já foram recolhidos, mas não foram informadas as marcas que podem estar com o problema. O rastreamento para identificação do destino do produto está sendo feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também não foi repassada a quantidade de leite que pode ter sido fraudada.

Além disso está sendo investigada ainda a utilização do CNPJ de uma empresa metalúrgica que estava desativada em Chapecó, para a compra dos produtos químicos que eram adicionados ao leite. Também eram fraudados os laudos produzidos na própria indústria, sobre a qualidade do produto.

Em Mondaí foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva. Entre os presos estão laboratoristas, gerentes de produção, e o proprietário da Laticínios Mondaí, Irineu Bornholdt. Todos estão no Presídio Regional de Chapecó. Eles devem ser ouvidos nesta quarta-feira (20) e poderão entrar com recursos em sua defesa e pedido de liberdade. Na filial da empresa no Rio Grande do Sul ninguém foi preso.

Os envolvidos na adulteração do leite podem ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica, organização criminosa e adulteração de produto alimentício. As investigações seguirão e tem prazo de 10 dias para serem concluídas. Após, o inquérito será encaminhado à Comarca de Mondaí, onde o promotor Fabricio Pinto Weiblen terá cinco dias para oferecer denúncia à Justiça.

A indústria de laticínios segue funcionando, mas a empresa está sujeita a sanções administrativas do Ministério da Agricultura. Segundo o promotor Fabricio Pinto Weiblen, até o momento não há medida judicial pedindo sua interdição.

A Laticínios Mondaí não se pronunciou sobre o caso.

Investigações iniciaram há cinco meses

A operação deflagrada nesta terça-feira envolveu Promotores de Justiça, Policiais Civis, Policiais Militares e Auditores da Secretaria da Fazenda Estadual, que compõe o GAECO, além de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA/SIF). A ação foi resultado de aproximadamente cinco meses de investigações, com o acompanhamento das atividades da empresa envolvida e interceptações de ligações telefônicas, que flagraram a fraude. A partir das informações levantadas, foi solicitada à Comarca de Mondaí as ordens judiciais para busca e apreensão, além da prisão preventiva dos envolvidos.

Operação Leite Adulterado I

Simultaneamente à operação realizada em Mondaí e em Vista Alegre (RS), outra operação da GAECO foi realizada em Lajeado Grande e em Ponte Serrada, também no Oeste catarinense, intitulada de ‘Leite Adulterado I’. A fraude, neste caso, envolve a Laticínios Lajeado. Outras 13 pessoas foram presas preventivamente nesses locais, nesta terça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as duas empresas não tem relação uma com a outra.
Fonte: Rádio Porto Feliz
Publicidade
Publicidade
Nenhum comentário enviado
:
Cadastro WH3