POLÍTICA - 19/05/2017 16:38

Governo de SC encaminha nota e nega declarações feitas pelo delator da JBS

Em delação premiada na Operação Lava-Jato em maio deste ano, o diretor da JBS, Ricardo Saud, disse que Colombo e Gavazzoni teriam recebido ao menos R$ 10 milhões da empresa
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Foto: Reprodução

O Governo do Estado se manifestou por meio de nota contestando com “veemência as declarações feitas pelo delator da JBS sobre doações relativas à campanha eleitoral de 2014.” Ainda, justificou que dentro da legislação eleitoral, a JBS fez “doações ao diretório nacional do PSD, que repassou para a campanha do partido em Santa Catarina”. Em nota, o governo reiterou que as práticas foram balizadas dentro da lei “de forma oficial na conta bancária do partido” e justificou que as movimentações estão registradas “na prestação de contas apresentada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral”.

Nesta sexta-feira, as delações de diretores da JBS respingaram no governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD) e no secretário da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni. Em delação premiada na Operação Lava-Jato em maio deste ano, o diretor da JBS, Ricardo Saud, disse que ambos – Colombo e Gavazzoni - teriam recebido ao menos R$ 10 milhões da empresa. “Olhei pro Joesley, olhei por governador, os dois balançaram a cabeça, assentindo. Chegamos a um número de R$ 10 milhões. Nós pagamos R$ 8 milhões dessa propina dissimulada em forma de pagamento no PSD nacional carimbado pra candidatura do Raimundo Colombo e R$ 2 milhões foi pago em dinheiro vivo lá em Florianópolis mesmo”, disse Saud.

Os valores, considerados pela PGR como propina, foram para a campanha de 2014, segundo Saud. A empresa teria intenção de comprar a Casan através de um braço de construção civil da gigante do setor alimentício. Encontros entre Joesley Batista, sócio da JBS, e o governador teriam ocorrido em meados de 2013, mesmo ano que em que houve a compra da Seara.

Acompanhe a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, contesta com veemência as declarações feitas pelo delator da JBS sobre doações relativas à campanha eleitoral de 2014. 

Ressalta que a empresa, conforme a legislação eleitoral vigente, fez doações ao diretório nacional do PSD, que repassou para a campanha do partido em Santa Catarina.

A doação feita pela JBS foi dentro da legislação eleitoral de forma oficial na conta bancária do partido e está registrada na prestação de contas apresentada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Fonte: O Líder
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