MENINGITE BACTERIANA - 28/12/2017 10:19

SC tem maior número de casos de doença meningocócica dos últimos oito anos

Até 30 de novembro, 57 pessoas foram infectadas pela doença, tipo de meningite bacteriana com maior potencial de surto. Esse é o maior maior número desde 2009, quando foram 49 registrados casos da doença
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O número de casos de doença meningocócica - o tipo de meningite bacteriana com maior potencial de surtos - saltou em Santa Catarina neste ano. Até 30 de novembro de 2017, foram 57 pessoas infectadas, sendo que no ano passado foram 41, um aumento de 39%. O número deste ano é o maior desde 2009, quando foram registrados 49 casos. Atualmente a taxa de incidência da doença é de 0,81 casos por 100 mil habitantes. 

O número de mortes pela doença também cresceu. Neste ano já foram 13 mortes, sendo que ano passado foram oito. O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive), Eduardo Macário, defende que os números podem estar relacionados à melhoria do diagnóstico, porém admite que há uma maior circulação da bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), que causa a doença:

— É uma variação dentro do que a gente considera um padrão de disseminação da doença. Estamos em alerta, no entanto, são casos isolados e espalhados por todo Estado, não caracterizando um surto. 

O boletim aponta que neste ano a faixa etária com maior número de casos é de um a quatro anos, com 26,4% dos casos, seguida pela faixa etária de 20 a 29 anos (24,5%). Macário explica que as crianças costumam ser um dos grupos mais atingidos pelo sistema de defesa mais vulnerável e também pelo compartilhamento constante de objetos. Idosos também são uma faixa mais suscetível à doença. 

Como tem um grande potencial de surto, assim que é identificado um caso de doença meningocócica, a vigilância epidemiológica precisa fazer uma ação de bloqueio com tratamento com antibiótico com as pessoas que convivem com o paciente para prevenir novos casos. É fundamental procurar um serviço de saúde ao aparecerem os sintomas.

— Se demorar muito para procurar médico ou ter a intervenção adequada, o paciente pode vir a óbito em até 24 horas — lembra o diretor. 

Outra medida de prevenção é a vacinação, porém na rede pública ela só está disponível para a meningite C. Entre 2014 e 2016, observou-se uma maior circulação desse subtipo. Já em 2017, o genogrupo W é o responsável por 39% do total de casos, seguido pelo C (28%) e meningite B (12%). 

A médica infectologista Regina Valim diz que como ações de prevenção também é recomendável evitar aglomerações, lugares fechados e manter sempre a higienização das mãos. Além de não compartilhar objetos, principalmente entre as crianças pequenas, como chupetas, brinquedos:

— A vacinação para as doenças imunopreveníveis mostra-se bastante interessante, particularmente recomendo a vacinação de crianças e adolescentes para o meningococo com as vacinas conjugadas A,C,W,Y, e meningo B, que inclusive são recomendação da Sociedade Brasileira de Imunização _ diz, acrescentando que essas vacinas, por enquanto, só estão disponíveis em clínicas particulares.

FIQUE POR DENTRO

O que é meningite

A meningite é um processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, as meninges. Pode ser causada por bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou, ainda, por processos não infecciosos.Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor ou rigidez de nuca e vômitos frequentes. A recomendação é procurar uma unidade de saúde próxima o mais rápido possível. 

A doença meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo). Ela é classificada em 12 genogrupos, de acordo com sua composição. Os genogrupos A, B, C, Y, W e X são responsáveis por praticamente todos os casos da doença no mundo e infectam apenas humanos.

Como se prevenir

- Manter a carteira de vacinação em dia. A vacina contra meningite C está disponível na rede pública de saúde para crianças de até um ano de idade e adolescentes de 12 a 13 anos

- Manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão

- Manter higiene rigorosa com utensílios domésticos

- Evitar transitar com crianças em ambientes fechados e mal ventilados.
Fonte: Diário Catarinense
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