Crime Bárbaro - 09/01/2018 13:04 (atualizado em 09/01/2018 13:14)

Imprensa argentina repercute caso de crianças mortas em possível ritual macabro

Principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que irmãos seriam do país vizinho
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Bruxo teria utilizado capa e máscara durante ritual com crianças | Foto: Álvaro Grohmann / Especial /

A imprensa argentina tem repercutido o caso do possível ritual macabro envolvendo o sacrifício de duas crianças, um casal de irmãos entre 8 e 12 anos, no Rio Grande do Sul. A Polícia Civil suspeita que as vítimas sejam do país vizinho, e tenham sido traficadas das regiões de Misiones ou Corrientes.

“Revelaram quem são os presos e foragidos por crime de crianças argentinas esquartejadas em ritual satânico", estampou o portal Misiones. “Misiones e Corrientes, no centro da investigação de crianças esquartejadas no Brasil”, publicou o diário El Territorio.

Apesar da equipe da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Novo Hamburgo desconfiar que as crianças sejam do país vizinhos, trazidas por um argentino que está foragido, uma outra linha de investigação permanece direcionada ao Nordeste do Brasil.  

O diretor do Departamento de Policia Metropolitana, delegado Fabio Lopes, confirmou na manhã desta terça-feira que foram enviadas para autoridades daquela região as impressões digitais das vítimas. Os restos dos corpos foram encontrados em diferentes ocasiões em setembro, no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. 

Na oportunidade, uma caixa de papelão de uma marca de sabão em pó, cujo fabricante possui fábricas em Pernambuco e Paraíba, estava junto dos restos mortais. Essa marca não é vendida no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em um primeiro momento, conforme levantamento nos bancos de dados, as vítimas não seriam brasileiras.

Novas vítimas

Substituindo Rogério Baggio nas férias, o delegado Moacir Fermino concedeu entrevista coletiva à imprensa na segunda-feira. Ele não descartou que outros crimes parecidos já tenham sido cometidos pela seita. “O bruxo é muito experiente nesse ritual”, observou, acrescentando que o mesmo pretendia utilizar mais duas crianças, de mesmo sangue, para outro “serviço” sendo que os interessados seriam de Gravataí.

Fermino disse ainda que existiam “indícios de provas contundentes” contra os envolvidos. Conforme as investigações, dois sócios do ramo imobiliário de Novo Hamburgo contrataram o “serviço” do bruxo, mediante ao pagamento de R$ 25 mil em dinheiro, para terem prosperidade nos negócios. Houve então exigência do sacrifício de duas crianças. Os dois filhos de um dos sócios também estão envolvidos. Todos tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. Os policiais civis apuram que o argentino teria levado um caminhão roubado para o país vizinho como parte da negociação, trazendo em troca as duas crianças. “Ele é braço direito do bruxo”, garantiu Moacir Fermino. 

Crime chocou, inclusive, a Polícia

Na coletiva à imprensa na segunda-feira, o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Fabio Lopes, admitiu que o crime chocou os policiais civis. “Rituais macabros no Brasil não são novidade, mas ouve-se falar de sacrifícios de animais. Nesse caso específico, as investigações demonstraram efetivamente o sacrifício de duas crianças inocentes e isso causa um impacto pela gravidade e estupidez desse tipo de ritual. Foi um ritual macabro e existem elementos nesse sentido e com provas. Há indícios suficientes de autoria”, declarou.

Já o titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional, delegado Rosalino Seara, lembrou que o crime foi marcado pela crueldade. “Esse fato abalou a sociedade gaúcha”, acredita, ressaltando o empenho de toda a equipe de policiais civis mobilizados na elucidação do caso. “Há uma dedicação total. Vamos dar à sociedade a resposta que ela merece”, prometeu.

Fonte: CORREIO DO POVO
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