Crime Bárbaro - 10/01/2018 14:08

Justiça nega habeas corpus, e bruxo suspeito de esquartejar crianças segue preso

Advogada do investigado abandonou o caso na segunda-feira
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Capa e máscara usadas pelo bruxo durante o ritual | Foto: Álvaro Grohmann / Especial

O desembargador Sylvio Baptista Neto, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negou nesta quarta-feira o pedido de liberdade do "bruxo" suspeito de ter esquartejado duas crianças durante possível ritual macabro. Assim, o homem seguirá preso por tempo indeterminado.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, na decisão, o desembargador pediu mais informações do caso ao Foro de Novo Hamburgo. Detalhes sobre a liminar não foram divulgadas já que o processo tramita em segredo de justiça.

Esse é o segundo pedido de habeas corpus do bruxo negado pela Justiça. O primeiro foi no dia 5, quando o juiz Sandro Luz Portal negou o pedido realizado pela então advogada do investigado, Denise Dal Molin Pellizzoni. Na liminar, Portal alegou que a prisão era necessária "em face da complexidade do crime investigado, cuja dimensão, certamente, oferta obstáculos à investigação policial".

No pedido de liberdade, Denise contestou os dados da investigação do delegado Moacir Fermino que, em entrevista à imprensa, afirmou que desvendou o crime a partir de "revelações divinas". Inclusive, "Revelação" é o nome da operação que prendeu, em 27 de dezembro, o bruxo, o encomendador do ritual para atrair prosperidade e seu filho. Outro suspeito foi detido no dia 5, sendo que três investigados seguem foragidos.

A advogada deixou o caso na segunda-feira. A reportagem entrou em contato com ela, mas até a publicação da matéria não teve retorno.

Fonte: Correio do Povo
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