TEMPO E CLIMA - 13/01/2018 07:18

Tendência é que verão continue chuvoso em SC

La Niña potencializa as tradicionais pancadas de chuva nos fins de tarde da estação, mas Estado não deve ter ocorrências tão graves quanto as desta semana
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Sexta-feira foi de limpeza em Florianópolis e mais 22 cidades de SC Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

A sexta-feira foi de limpeza, reconstrução dos estragos e contabilização do prejuízo causado pelas fortes chuvas em 23 cidades de Santa Catarina, especialmente em Florianópolis, entre terça e quinta-feira. E foi também dia de manter o olho no céu, em razão do tempo instável que trouxe novamente chuva em alguns períodos — no que não deve ser uma cena rara nos próximos dois meses. Tradicionalmente a estação com mais pancadas no fim da tarde, o restante do verão de 2018 terá essa característica ampliada em duração e intensidade pelos efeitos de La Niña. Um fenômeno tão forte quanto o registrado nesta semana não deve se repetir, mas a tendência é de boa parte de dias chuvosos até o fim de março.

As previsões climatológicas e meteorológicas de órgãos como Epagri/Ciram, Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) projetam chuva dentro ou um pouco acima da média para o verão. O La Niña, embora não apareça com grande força até agora, favorece a ocorrência de eventos mais extremos.

— La Niña é como se fosse o pano de fundo. É normal no verão ter esses dias com chuva no fim do dia, o que La Niña faz é intensificar essas instabilidades — explica o presidente da Associação Catarinense de Meteorologia (ACMET), Mário Quadro.

— O marcante do La Ninã é a inconstância, tanto de espaço quanto de tempo. Pode ter um longo período sem chuva e depois concentrar em um período curto, e pode chover bastante em uma cidade e não chover nas mesmas condições no município vizinho — acrescenta o professor e pesquisador do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar) da Univali, Sergey Alex de Araújo.

A Epagri também reforça que não há indicativo de outro fenômeno forte, mas destaca a previsão de chuva frequente em janeiro e fevereiro, principalmente na Grande Florianópolis e Norte do Estado. Já o coordenador-geral de Operações e Modelagens do Cemaden, Marcelo Seluchi, ressalta que eventos que ocasionaram as enxurradas nesta semana são naturais e comuns — o raro é a combinação deles.

— A tendência é de canais de umidade, que vêm da Amazônia, se deslocarem mais para o Sul por algumas semanas no verão. Isso forma um campo propício para o tipo de fenômeno registrado em SC, o que não significa que ele vá se repetir, nem com essa intensidade. O que podemos dizer é que janeiro e fevereiro serão meses chuvosos e que nas próximas duas semanas devemos ter índice de chuva normal ou acima do normal — diz o meteorologista

Mesmo com os estragos e com a previsão de semanas chuvosas daqui pra frente, a expectativa do turismo se mantém otimista para a temporada. O secretário estadual da pasta, Leonel Pavan (PSDB), avalia que o setor não sofreu grandes prejuízos e que a imagem do Estado também não sai prejudicada porque os próprios órgãos de Defesa Civil e a imprensa têm relatado que o evento foi pontual e não ocorria de forma tão intensa há mais de 20 anos.

— A infraestrutura das cidades, claro, foi prejudicada, mas o turismo em si não sofreu grande impacto. Não houve cancelamento de voos e de hospedagens, por exemplo — informa o secretário.

Fonte: Diário Catarinense
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