RELIGIÃO - 14/02/2018 16:20

Campanha da Fraternidade 2018 busca superar a violência em Santa Catarina

Esforço coordenado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acontece ao longo de toda a Quaresma, que inicia nesta quarta-feira de Cinzas e segue até a quinta-feira Santa.
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Campanha foi apresentada em coletiva de imprensa com a presença do novo secretário de segurança pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior (esq.), Arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck (centro) e o sub-comandante da PMSC, coronel Araújo Gomes (dir.) Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Arquidiocese de Florianópolis, realiza ao longo dos próximos 40 dias — período da Quaresma compreendido entre a quarta-feira de Cinzas e a quinta-feira Santa — a Campanha da Fraternidade 2018. Como de costume, a Igreja Católica elegeu um tema de cunho social para trabalhar nos espaços religiosos e comunitários. Neste ano, a superação da violência será abordada nas missas, na catequese e nas escolas em conjunto com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). 

Segundo o Arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, a escolha do mote da campanha, "Fraternidade e superação da violência", e o lema, "Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)", são justificados a partir dos números relacionados ao avanço da criminalidade no mundo, no Brasil e no Estado. Somente no ano passado, 985 vítimas de homicídio foram registradas em SC, sendo 150 delas em Florianópolis, conforme a SSP-SC, que já soma 79 assassinatos só em 2018. Frente à insegurança, o sacerdote convida a comunidade a repensar o próprio comportamento em prol de uma cultura de paz. 

— É preciso inverter essa cultura que enxerga com normalidade a violência. Para isso, se deve querer bem e ajudar o próximo. Ninguém nasce violento, o que acontece é que esse comportamento pode ser aprendido na família e replicado ao longo da vida em outras relações sociais. É aí que a Igreja Católica deve atuar — explica o religioso. 

Dom Wilson acrescenta que as forças de segurança não estão dando uma resposta satisfatória ao avanço da criminalidade. E, nesse sentido, coloca a Igreja à disposição para que uma nova estratégia seja repensada, especialmente se as ações estiverem voltadas à educação pela prevenção. A Secretaria de Estado da Educação (SED), no entanto, não foi convidada para participar da coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira. 

Apesar de ainda não ter tomado posse, o novo secretário de Segurança Pública de SC, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, concorda com uma abordagem que dê conta de evitar a violência. Para o professor de direito, a prevenção deve acontecer antes, durante e depois do crime. 

— Não adianta deixar essa missão só nas mãos das forças de segurança. Nós precisamos do momento anterior, que é o da família, da igreja, da escola, da comunidade, das empresas. Todos nós somos responsáveis por uma formação moral — salienta. 

Mesmo entendimento tem o subcomandante-geral da PMSC, coronel Araújo Gomes, que enxerga na Igreja uma catalisadora do capital social. Ao citar outros dois exemplos de parceria estabelecidas pela polícia com outras áreas, entre elas o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e o Guardião Mirim Ambiental , o policial acredita que esta edição da Campanha da Fraternidade seja o ponta-pé inicial para a efetivação de um trabalho em conjunto entre as duas instituições. 

— Podemos aproveitar a capilarização da Igreja Católica e da Polícia Militar para atuar em um espaço que é onde o crime mais avança, que é em casa, com ocorrências de violência doméstica e contra as crianças — destacou Araújo Gomes, que tomará posse como comandante-geral da corporação. 

Ações de superação da violência

No texto-base da Campanha da Fraternidade 2018, sugere-se que a superação da violência seja de diversos modos:

— Na relação com o outro;

— No cuidado, no jeito de agir, perdoar, amar, viver e ouvir;

— Na cultura da paz, que acontece em todas as realidades da vida, na relação com todos os seres;

— Na família, o primeiro lugar onde o ser humano aprende a se relacionar;

— Na conversão pessoal e social, nas mudanças de atitudes e comportamentos, na oração e na espiritualidade, principalmente no tempo da Quaresma.

Fonte: Arquidiocese de Florianópolis e CNBB

Fonte: Diário Catarinense
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