36 ANOS - 30/05/2018 18:54 (atualizado em 01/06/2018 09:27)

SUPER CENTENARO: Uma história de sucesso que começou, literalmente, de um sonho

No dia 28 de maio, o Super Centenaro comemorou seus 36 anos de história
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Foto: Camila Pompeo / WH Comunicações

A história de sucesso do Comércio de Frutas São Miguel/Super Centenaro começou, literalmente, de um sonho. Foi durante uma noite de sono que Eulo Centenaro teve uma amostra daquele que seria o ganha-pão de sua família por anos. No dia seguinte, por coincidência ou por obra do destino, o primeiro cliente do mecânico na oficina de propriedade da família foi bem especial. “Sonhei que estava vendendo banana e deu acaso que meu primeiro cliente no dia seguinte foi o bananeiro. Contei para ele o meu sonho e ele disse que me vendia, ele insistiu bastante”, recorda.

As investidas do vendedor de bananas deram certo e Eulo conseguiu convencer os irmãos a abrir um novo negócio. O pai, receoso, avisou os filhos de que a ideia poderia não dar certo, mas os irmãos decidiram apostar. No primeiro momento, a família decidiu manter ambas as empresas em funcionamento, dividiram os irmãos determinando quais ficariam responsáveis pela fruteira e quais seriam responsáveis pela oficina mecânica. Eulo fez jornada dupla. 

Foto: Camila Pompeo / WH Comunicações

“Foi difícil porque não tínhamos prática, nem conhecimento. Tínhamos um fornecedor de Joaçaba que fornecia para a gente. Mas a fruteira tinha uns 20m², praticamente trabalhávamos com cinco produtos apenas:  banana, batata, cebola, tomate e repolho. A venda da banana era grande, mas foi difícil porque não tínhamos caminhão, tínhamos camionetes velhas”, recorda.

Começar do zero se mostrou uma tarefa difícil pros irmãos que não dispunham de todos os recursos necessários para investir no novo negócio. Foi preciso recorrer a um financiamento bancário para juntar os recursos necessário para o investimento. Mas, com a dedicação da turma, em seguida o empréstimo acabou quitado.

“Começamos mal de dinheiro porque não tínhamos para adquirir. Financiamos boa parte. Meu pai era arredio, não queria de jeito nenhum. Penhoramos o que tínhamos, as casas, os terrenos e, graças a Deus, pagamos o financiamento em seis meses. Era incrível o lucro que tínhamos na fruteira comparado à oficina. Por essa razão, paramos de trabalhar na oficina”, recorda.

Ouça a entrevista:

Com o encerramento dos trabalhos da oficina, a família passou a se dedicar exclusivamente à fruteira. E aos poucos, alguns foram optando por seguir outros caminhos. Eulo não desistiu, acreditou no futuro do empreendimento e pouco a pouco comprou as ações dos irmãos. E ele garante: valeu à pena apostar no sonho.

“Quem não arrisca não petista, valeu a pena e acho que tudo vale à pena quando fazemos com dedicação e carinho. Sempre tive gosto por isso aqui, sempre gostei de caminhão. A concorrência sempre existiu, mas era pouca. Esses produtos que vendíamos, praticamente não tinha. Era muito bom de trabalhar” , menciona.

Foto: Camila Pompeo / WH Comunicações

Na década de 1990, o espaço foi sendo ampliado e aos produtos agregados itens de supermercado. Foram quatro ampliações em um curto espaço de tempo, mostrando que  a empresa estava no caminho certo. Não demorou muito para a empresa adotar o nome Super Centenaro.

“Começamos a ampliar a fruteira, colocando coisas básicas. Ampliamos bastante o mercado, fizemos a última reforma em 2014 com padaria. O que falta hoje é o açougue, mas estamos indo devagar porque a crise está aí, a gente não quer investir muito porque a concorrência é grande”, justifica.

Com o falecimento da esposa Sueli, os filhos receberam uma responsabilidade a mais e hoje são responsáveis por vários setores da empresa. Eulo diz que espera que, no futuro, possa continuar assim. E tem sido assim, com cautela, mas muito empenho que a empresa tem prosperado a cada dia. 

No dia 28 de maio, o Super Centenaro comemorou seus 36 anos de história. E o segredo de tanto sucesso? Seu Eulo conta pra gente. “O segredo é determinação e honestidade, em primeiro lugar. Trabalhar focado no que queremos, poder deitar no travesseiro e pensar ‘o que eu tenho é meu’”, finaliza.
Foto: Camila Pompeo / WH Comunicações
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Fonte: WH Comunicações / Camila Pompeo
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