LEITE - 28/06/2018 11:27 (atualizado em 28/06/2018 11:41)

LEITE: Preços pagos aos produtores registram alta, mas não cobrem custo de produção, diz Sindicato

Em algumas regiões ocorreu seca e, em outras, excesso de chuvas, prejudicando, em ambos os casos, as pastagens
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Seca, excesso de chuva, greve dos caminhoneiros, desestímulo pelos preços baixos – uma série de fatores contribuiu, nos últimos meses, para a diminuição da produção de leite no Brasil. Com a menor oferta dessa matéria-prima, o preço subiu. Na última semana o Conselho Paritário Produtor/Indústrias de Leite do Estado de Santa Catarina anunciou os valores de referência de junho com projeção de 11,2% de aumento.
O leite entregue em junho para processamento industrial a ser pago em julho pelos laticínios terá aumento de 12 a 15 centavos/litro. Os valores projetados são os seguintes: leite acima do padrão R$ 1,5770/litro; leite padrão R$ 1,2821 e abaixo do padrão R$ 1,1871. Os valores se referem ao leite posto na propriedade com Funrural incluso.
Conforme o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de São Miguel do Oeste, Adair Teixeira, o aumento também foi registrado nas propriedades do Extremo-Oeste catarinense, no entanto, ainda não cobrem o custo de produção. “O mês de junho teve uma pequena alta, mas vejo que está bem abaixo do que os produtores esperavam. Eles vinham numa crise grande, pagando altos custos para produzir, principalmente os insumos, então o aumento foi pequeno comparado com o que deveria ser pago por litro de leite”, explica.
Com o aumento do produto também nas prateleiras dos supermercados, Teixeira salienta que a expectativa era de um aumento maior também para os produtores. “Aumentou 30% para o consumidor e também deveria ter sido aumentado para os nossos produtores, para que consigam produzir, permanecer na propriedade, ter cada vez mais qualidade e quantidade, que ele consiga honrar seus compromissos naquilo que fez de investimento”, salienta.
Em algumas regiões ocorreu seca e, em outras, excesso de chuvas prejudicando em ambos os casos, as pastagens. Com menos alimento, o gado bovino leiteiro produziu menos. Por outro lado, durante a greve dos transportadores, mais de 5 milhões de litros de leite por dia foram jogados fora porque não puderam ser retirados das propriedades rurais, totalizando mais de 50 milhões de litros desperdiçados.
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“Os nosso produtores tiveram uma grande dificuldade para se manter na atividade, principalmente com a seca, com alto custo de produção, com a greve dos caminhoneiros, embora muitas empresas tenham recolhido o leite. Mas, o preço ficou muito baixo. Apareceram muitos aproveitadores em cima da greve do caminhoneiros”, diz Teixeira.
O presidente do Sindicato destaca ainda que a expectativa para o mês de junho era de um aumento entre R$ 0,23 a R$ 0,25 por litro de leite. Teixeira salienta que as famílias rurais precisam de uma garantia para que possam permanecer na atividade. “Muitos insumos são calculados em cima do dólar e com a alta, subiram bastante os preços. Quando entramos no inverno, o consumo de leite é grande. As pastagens baixam muito e a procura tem sido grande. Em seminários, reuniões que fizemos em SC, pedimos que se tenha um preço mínimo, uma garantia para o produtor pra ele continuar porque 90% das famílias das propriedades dependem do leite”, finaliza. 
Fonte: WH Comunicações, com informações MB Comunicação
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