Dia das Mães - 10/05/2014 11:18 (atualizado em 10/05/2014 11:22)

Mães de UTI - As provações que só uma mãe é capaz de suportar

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Montagem / Jornal O Líder

Mãe é sinônimo de amor sem limites, de apoio, carinho, mão amiga e de um colinho revigorante. Mãe também é aquela que enfrenta tudo e todos pela sua cria, que não permite que nada de mal aconteça a sua prole, que dá sua vida para salvar a do filho.

Para a maioria dessas mães guerreiras a espera pelo filho é planejada, cheia de expectativas e repleta de alegrias. Ver o rosto do filho pela primeira vez, sentir seu cheiro e pegá-lo no colo são momentos únicos e muito esperados. Porém, em uma fração de segundo, tudo pode mudar e transformar o momento de alegria em angústia e medo, deixando tudo em suspense. Nesses momentos as mamães assumem todos aqueles sinônimos, viram verdadeiras leoas e superam provações, dadas como impossíveis de suportar. É assim com as “Mães de UTI”.

E são histórias de “Mães de UTI” que escolhemos para contar nesta edição especial de Dia das Mães. Mães aqui da região que superaram situações como da jovem Jéssica Marzola, que virou notícia em nível nacional depois de passar mais de um ano e meio com o filho em um hospital. Para ela, o Dia das Mães terá um significado especial neste ano. Esta será a primeira vez que os dois vão comemorar a data juntos, em casa. Francisco nasceu aos sete meses de gestação, em setembro de 2012, com gastrosquise - uma má-formação congênita caracterizada por defeito na formação da parede abdominal, que faz com que o intestino do bebê fique para fora do corpo. Desde então, a luta do pequeno pela sobrevivência tem sido grande. Ele já foi internado em três hospitais e foi para a casa pela primeira vez em Mogi das Cruzes (SP), em setembro do ano passado, na semana em que completaria um ano de idade.

A maioria dos casos é de mães que superaram problemas com seus bebês logo ao nascer, mas há aquelas que ficaram ao lado de seus filhos até o último minuto e enfrentaram, além da doença, a dor da perda, a dor de enterrar um filho, o processo que vai contra a natureza humana. Foi assim para Lucinha Araújo, mãe do eterno Cazuza.

Estas são as mães que vão muito além do seu papel de mãe, muito além do que a razão é capaz de explicar, mães que carregaram um fardo quase impossível de simplesmente erguer. Estas são as mães heroínas!

Bebê prematuro - A cada pequena conquista, uma grande vitória

Eliane em uma das primeiras vezes que pegou a filha no colo, após cerca de dois meses de internação / Arquivo pessoal

A mãe Eliane viu sua gestação chegar ao fim com apenas seis meses e então começou a grande batalha. Foram quase 90 dias de internação para que a bebê, de pouco mais de um quilo, tivesse alta e fosse para casa pela primeira vez

Eliane Machado da Silva, de 28 anos, colocou todas as suas expectativas no nascimento da primeira filha. A gravidez era muito esperada, o enxoval estava praticamente pronto, toda a família aguardava ansiosa a chegada da pequena Valentina. Mas, de um segundo para o outro, tudo mudou. Realmente muito pequena, Valentina chegou antes, com apenas seis meses de gestação, eram apenas 28 semanas. Muito cedo, com muitos riscos e com muitas chances de todos os sonhos se desfazerem num piscar de olhos.

O parto prematuro não pôde ser evitado. A bolsa rompeu numa sexta-feira que nunca será esquecida por Eliane. Era dia 30 de agosto de 2013. “Comecei a passar mal no domingo e na terça, com muitas contrações, fiquei internada. Na sexta fui transferida para São Miguel do Oeste, pois apresentava infecções que estavam afetando a bebê e que causavam contrações. Era preciso tratar para ela não nascer antes, mas foi quando a bolsa estourou. Foi o pior momento de todos, eu sabia que não tinha mais o que fazer, que ela ia nascer”, conta.

Começou então a procura por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. “Os médicos acreditavam que ela não ia se salvar e foi um momento terrível, era uma criança muito esperada. Fomos então com a ambulância do Samu até Xanxerê, onde foi feito o parto cesárea no sábado pela manhã, ela teve uma parada cardíaca e foi direto para a UTI. Eu não vi ela, mas sabia que isso não era o mais importante no momento. Ela pesava só 1,045 quilos e tinha 38 centímetros, era muito pequeninha. À tarde meu marido pôde vê-la e tirou foto, foi quando nos acalmamos um pouco”, afirma.

A pequena Valentina na UTI do Hospital Regional de Xanxerê / Arquivo pessoal

Após o parto, Valentina contava apenas com o leite materno, o amor da mãe e os cuidados médicos. O resto era com ela, tão pequena, mas que precisava lutar sozinha pela vida. Foram 84 dias na UTI, três dias no quarto e pelo menos cinco infecções, contando uma intestinal, que a deixou no isolamento por sete dias e sem se alimentar. “Ela já nasceu com infecção e respirava por aparelhos, mas sempre foi bem ativa. Na segunda eu tive alta e na primeira semana fiquei numa casa de apoio, e o meu marido junto. Depois fiquei na casa de uma família que eu nem conhecia, que me recebeu como uma filha, e fiquei sozinha em Xanxerê. Minha rotina era visitar ela três vezes por dia, por meia hora, e também para retirar o leite que era dado para ela por uma sonda de alimentação. Eu vivia nessa ansiedade e eu larguei tudo para ficar com ela. Minha força vinha do objetivo de fazer ela ficar bem, de saber que um dia eu ia levar a Valentina para casa. Eu não voltei para casa nenhuma vez nesses 87 dias, mas o processo foi difícil, ela melhorava e tinha outra recaída. O melhor momento, o mais gratificante, foi quando peguei ela pela primeira vez, isso uns dois meses depois que estávamos lá. Eu até disse para a enfermeira: ‘você está falando sério?’”, recorda, emocionada.

Eliane com o marido Valdoir no batizado da primogênita no mês de abril / Arquivo pessoal

Para poder ir para casa, Valentina devia ter no mínimo 36 semanas ou então 2 quilos, mas como teve muitas complicações, ficou mais tempo e saiu com 2.590 quilos. Foi o dia mais feliz da família. Antes disso, com a possibilidade da alta, a equipe começou a preparar a família para receber e cuidar da menina em casa. “Ela aprendeu a mamar no peito e depois viemos para casa, com ela perfeitinha, saudável, sem nenhuma sequela. Ela tem oito meses, como nasceu antes, ainda é um pouco pequena, mas tem até os dois anos para alcançar o peso normal. O que eu mais aprendi com tudo isso é que o amor e carinho que nós damos para eles é fundamental e que é preciso se manter forte. Eu ligava para casa, desabava, chorava muito, mas com ela eu precisava ter forças, e Deus me deu isso para superar. Ela também foi guerreira, como o próprio nome, escolhido antes de tudo, Valentina: guerreira, forte, valente”, enfatiza Eliane.

Força de Mãe - A dor de um vazio nos braços

Sandra, ao sair do hospital após o parto de sua primeira filha, sentiu a maior dor e vazio que poderia sentir, sem ter a pequena Clara em seus braços  

Jaime e Sandra superaram a dor e hoje a primeira filha do casal tem a companhia da irmãzinha Bianca / Arquivo Pessoal

A gravidez havia sido planejada pelo casal Sandra e Jaime Maldaner e tudo transcorria bem. Os exames nunca apresentaram nenhuma anormalidade. Porém a pequena Clara acabou chegando antes do prazo, quase um mês antes, com 1.900 kg e com gastrosquise. Clara, que estava prevista para nascer no dia 10 de janeiro, chegou em dezembro, no dia 05. “Ela nasceu de manhã, por parto normal, sem anormalidades, mas quando o médico viu ela, lembro que ele fez um alarme e pediu para chamar um pediatra. O rosto da enfermeira também demonstrou que algo não ia bem. Mas eu estava tão esgotada e cansada que não me dei conta, só percebi que tinha alguma coisa de errado”, conta a mãe.Sair do hospital sem a pequena Clara nos braços foi uma das maiores dores que a mãe Sandra Bassi Maldaner, 28 anos, de Iporã do Oeste, precisou enfrentar ao ser mãe pela primeira vez. Clara Bassi, hoje com nove anos, nasceu no dia 05 de dezembro de 2005, no Hospital Nossa Senhora das Mercês, em Iporã do Oeste. Um dia que era para ser repleto de felicidade e alegrias para a família acabou se tornando tenso e cheio de apreensão. Clara nasceu com uma doença chamada gastrosquise, que é um tipo de defeito na parede abdominal congênita em que os intestinos e outros órgãos, por vezes, se desenvolvem fora do abdômen fetal através de uma abertura na parede abdominal e necessita de procedimento cirúrgico para correção.

Após o parto, Clara foi enrolada com panos e a mãe apenas viu o rostinho dela por alguns instantes. Em seguida, a bebezinha foi encaminhada para outro quarto, sem acesso, para evitar infecções, e a mãe foi avisada que ela tinha um problema, mas nada com que se preocupar, para deixar Sandra tranquila. “Eu via que estavam todos apavorados e tristes, depois comentaram que ela tinha esse probleminha, a gastrosquise, e que o intestino dela estava fora do abdômen. Avisaram-me que ela precisava ir para a UTI em Chapecó para fazer cirurgia, mas até então não me dei conta da gravidade”, lembra a mãe. Apesar do ocorrido, Clara estava com boa saúde, porém aguardava liberação de uma vaga com urgência na UTI.

A notícia de uma vaga na UTI chegou mais de quatro horas depois. Às pressas, a pequena Clara foi levada à Chapecó em uma ambulância, enquanto a mãe estava no hospital em Iporã do Oeste. O pai, Jaime Maldaner, acompanhou a pequena até Chapecó. Jaime relata que era preciso molhar os intestinos, que estavam expostos, com um líquido o tempo todo, para que não secasse, a fim de evitar infecções, e isso se perdurou por todo o caminho, até chegar na UTI em Chapecó. Foi uma corrida contra o tempo.

Primeiros dias de vida na UTI

Os primeiros dias de vida da pequena Clara foram em uma UTI, longe da mãe e de toda a família, que a aguardava ansiosa. Já no primeiro dia Clara passou por uma cirurgia que durou três horas e ficou por um dia em coma. O procedimento foi um sucesso, porém precisava de acompanhamento e cuidados rigorosos, por isso ficou internada em Chapecó na UTI por mais 12 dias.

Enquanto isso, a mãe Sandra saía do hospital em Iporã do Oeste após o parto, sem Clara nos braços, o que, segundo ela, foi uma dor e um vazio imenso. “Parecia que ali eu começava a sentir uma enorme tristeza. Encontrei uma mãe saindo com seu bebê e eu sem ela, depois fui ao cartório e sentia aquele vazio. Ainda no mesmo dia fui a outros lugares e novamente vi aquela mãe com seu bebê, e eu, sem a minha, fui ao carro e chorei muito”, lembra.

Após a alta hospitalar, no mesmo dia Sandra foi a Chapecó para ver a pequena Clara, onde ficou em uma Casa de Apoio, e mesmo com parto recente, caminhava até quatro quadras sob o sol escaldante para poder ver a Clara, mesmo que por menos de meia hora e distante, sem poder pegá-la no colo. Clara ficou por 12 dias na UTI e se alimentava apenas com soro, o que a deixou muito magra. Liberada da UTI, ficou mais três dias em um quarto de internação, onde Sandra podia vê-la mais vezes ao dia. Sandra conta que sofreu muito no período de internação da pequena Clara e chorava muito durante todo o dia, o que a fez voltar uma vez para sua cidade, em Iporã do Oeste, e retornar a Chapecó. “Todos me apoiavam e eu via que a cada dia ela estava progredindo, e isso te deixa mais animada. É triste hoje pensar, fica aquela coisa, mas nós não pensávamos que não ia dar certo. Só que quando passam as horas e os dias, você desanima. Mas só vinham notícias boas delas e a gente se animava”, emociona-se Sandra.

O pai conta que a maior alegria foi poder mandar o leite materno da mãe para Chapecó para dar a Clara. “Lembro até hoje, foi uma alegria”, diz Jaime. A primeira filha do casal chegou em casa após a internação na UTI muito frágil e pequena, o que com a amamentação recuperou-se, e cresceu normal, como todas as crianças. “Você fica mais corajosa quando esse tipo de coisa acontece. Quando a Clara veio para casa estava muito pequena, mas eu já não percebia isso, porque eu convivia com ela, as outras pessoas viam ela magrinha e até se assustavam”, revela. 

Clara, de nove anos, e sua irmã Bianca, de quatro anos / Arquivo pessoal

A cicatriz

Hoje Clara leva uma vida normal, como qualquer outra criança, e nenhuma sequela ficou, apesar da má formação no abdômen que enfrentou ao nascer. Hoje ela apenas carrega uma pequena cicatriz no lugar do umbigo. “Outro dia ela falou na escola para a professora e colegas que ela não tem umbigo, e disse que o dela está por dentro da barriga. A Clara disse que as crianças ficaram surpresas e para provar ela mostrou que o umbigo dela é diferente”, se diverte a mãe. Clara leva sua pequena diferença de forma divertida e mostra para os coleguinhas que, por ter nascido com uma alteração, hoje não tem o umbigo como todos têm, fato este que hoje faz seus pais sorrirem do que um dia foi motivo de profunda tristeza.

Sandra explica que se, por questões de estética, no futuro Clara quiser ter um umbigo, ela pode fazer um procedimento cirúrgico, porém nada impede ela de ter filhos e crescer normalmente como está. Após o nascimento de Clara, o casal teve outra filha, a pequena Bianca Maldaner, que hoje está com quatro anos.

A rotina em uma UTI - A luta por um coração mais forte

Durante a internação de 52 dias na UTI da Policlínica Pato Branco / Arquivo pessoal

A mãe Caciani enfrentou o parto prematuro, diversas internações, mais de 50 dias na UTI, duas cirurgias e dois anos de cuidados com o filho Henrique, que nasceu com uma cardiopatia grave

Caciani Fernandes Borba esperava ansiosa pela chegada do primeiro filho. Aos 37 anos a gravidez corria bem, nenhum problema havia sido detectado até o parto prematuro de oito meses no dia 27 de abril de 2012. Após a bolsa estourar, o pequeno Henrique veio ao mundo com 2.505 quilos e 47 centímetros. Um bebê aparentemente saudável. “No dia os médicos não viram nada de anormal. Nos exames de ultrassom tudo estava certo e após o parto também. Porém, já na primeira noite começaram as crises de falta de ar, mas falaram que era secreção do parto”, recorda.

Levado às presas para o Hospital Regional de São Miguel do Oeste, o bebê foi arrancado dos braços da mãe e levado direto para o oxigênio. Foram quase três dias de busca por uma vaga em uma UTI Neonatal com especialidade cardíaca. “Na quinta-feira (21) foi acionado o Ministério Público e a Justiça determinou a transferência imediata, na mesma noite, de ambulância para Pato Branco ou no dia seguinte para outra unidade, porém de avião. Foram dias de muita angústia, medo e incerteza”.No hospital e nos dias seguintes, Henrique tinha dificuldades para mamar devido à falta de ar. Tanto no peito quanto na mamadeira, a dificuldade permaneceu e ele começou a perder peso. “Com 20 dias, ele ficou roxo, teve uma crise cianótica e foi levado ao médico, quando foi identificado um sopro no coração. No primeiro ecocardiograma, em Pato Branco, foi identificado que era um sopro inocente. Com 32 dias veio a primeira internação, com problemas pulmonares. Foram 10 dias no hospital. Logo após a alta, um novo exame foi feito em Chapecó e neste apareceu dois sopros maiores, onde já começou com a medicação. Isso foi na segunda-feira. Na terça-feira, dia 19 de junho de 2012, veio a pior crise, na qual ele ficou entre a vida e a morte”, conta, emocionada.

Veio então a transferência em uma noite de muita chuva. Na ambulância UTI, o pequeno Henrique ficou aos cuidados de um médico e duas enfermeiras. Caciani e o irmão seguiram de carro atrás. Em meio a uma tempestade, a ambulância quebrou antes de chegar a Dionísio Cerqueira e outra ambulância teve que assumiu a viagem. A chegada em Pato Branco foi só depois das 3h da madrugada e Henrique foi direto para a UTI. “A viagem, que costuma durar duas horas, levou mais de quatro horas devido à chuva forte e o problema na ambulância. Foi o pior momento de todos, não sabíamos como iríamos chegar ao hospital”.

A mãe Caci, o pequeno Henrique e a equipe de enfermagem no momento da alta da UTI, depois da primeira cirurgia, em agosto de 2012 / Foto: Ivan Ansolin

No dia seguinte foram realizadas as avaliações, os exames e foi decidida pela sua permanência na UTI para tratamento cardíaco e pulmonar. O pequeno Henrique passou semanas no oxigênio e na incubadora, por que não respirava sozinho. “Ele tinha ainda a sonda de alimentação e o começo foi com 10 ml de leite, a cada três horas. Foram várias tentativas para retirar a sonda e ele mamar sozinho, mas só piorava. A cada tentativa fracassada, a sonda voltava, e aos 10 ml. Ele passou muita fome, mas não conseguia se alimentar”, afirma a mãe.

Durante os 52 dias de internação em Pato Branco, Caciani ficou hospedada em uma ala para “mãezinhas” na Policlínica Pato Branco. A rotina era de visitar e amamentar o bebê de três em três horas, inclusive de madrugada. Era inverno e foram muitas e muitas vezes que ficou direto na UTI, saindo apenas para comer e tentar dormir um pouco. “Assim como o Henrique ficava sem comer direito, eu fiquei muitas vezes sem café, almoço ou janta, apenas cuidando do bebê, inclusive para que não arrancasse o soro e a sonda. Nunca mais dormi uma noite inteira, lá dormia no máximo duas horas, quando tudo estava bem, mas isso era o de menos”, conta.

Longe da família, Caciani ficou sozinha a maior parte do tempo, somente com as outras mães. O pai continuava trabalhando e outras visitas eram somente ao meio-dia, por 30 minutos, para no máximo duas pessoas, em 15 minutos cada. Como ela não podia ficar muito tempo fora do hospital, as visitas da família para ela também não eram muitas. Mas tudo isso ficou para traz perto do drama compartilhado pelas mães naquele inverno de 2012. “O mais difícil, além da distância e da solidão, foi ver outras mães, colegas de quarto, perder o seu bebê. Também foi muito difícil quando havia previsão de alta e ele tinha recaídas, uma delas parando na sala de cirurgia”.

Indo pra casa / Foto: Arquivo pessoal

Após 30 dias, já sem a sonda de alimentação, Henrique foi transferido para o quarto, mas na primeira tarde passou mal novamente e voltou para a UTI. No dia seguinte foi realizada a primeira cirurgia para controlar o fluxo de sangue nos pulmões e assim ele poder respirar sozinho. Após, foram mais 22 dias de internação até a alta. Na volta para casa, a rotina de viver com uma sonda de alimentação, cilindro de oxigênio e medicamentos.

No mês de outubro, problemas com a sonda o fizeram voltar a Pato Branco e foi mais uma semana de internação. A sonda foi retirada e ele se adaptou à mamadeira, começando com 30 ml. “O ganho de peso sempre foi o grande desafio”. Sem crises, ele voltou pra casa e manteve a rotina de exames, medicamentos e cuidados até a cirurgia cardíaca, no dia 28 de janeiro 2014. “O acompanhamento será para a vida toda, mas como ainda ficou um sopro, uma nova avaliação será feita no dia 10 de junho. É outra criança após a cirurgia. Uma grande vitória foi devolver o cilindro de oxigênio para a Secretaria de Saúde, depois de quase dois anos com ele em nossa casa e sendo utilizado por diversas vezes”, manifesta.

Henrique foi batizado e comemorou o segundo aninho há exatos 90 dias após a segunda cirurgia no coração / Arquivo pessoal
Fonte: Jornal O Líder - Keli Fernandes e Debora Ceccon
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