Vendaval - 11/10/2014 07:14 (atualizado em 11/10/2014 07:14)

Tragédia que arrasou Maravilha completa 30 anos

Para contar e recordar do fenômeno que destruiu praticamente todo o município em 1984, o Museu Municipal Padre Fernando Nagel traza exposição “30 anos do Vendaval em Maravilha
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Conforme os registros, 152 residências ficaram destruídas/ Divulgação Museu
Uma imagem que muitos maravilhenses não vão apagar da memória é o vendaval que destroçou o município em 1984. O medo, a angústia e a dor da perda só quem presenciou o fenômeno sabe descrever. 

Os resultados disso foram: 21 comunidades atingidas, 127 famílias, 329 benfeitorias rurais danificadas, 1.720 residências atingidas, 152 residências destruídas, 980 pessoas desabrigadas, 21 prédios públicos danificados, 28 indústrias e comércios e oito entidades religiosas e recreativas atingidas.

Divulgação Museu
Conta a prefeita, Rosimar Maldaner, primeira-dama à época, que aquela noite de 9 de outubro de 1984 não será esquecida. “Era uma noite muito quente e de repente começou aquele vento. Depois que passou só se via pelas ruas as folha de amianto espalhadas pelo chão e as pessoas gritando pelas ruas, pedindo socorro”, lembra. 

Além dos prejuízos materiais, mais de 400 pessoas tiveram ferimentos e cinco faleceram:Geni Salete Zieck (26 anos, grávida); João Adão de Oliveira (63 anos); Eva Gonçalves da Silva (22 anos); Jair da Rosa (13 anos); e Paulo Roberto Bruch (7 anos).

O recomeço ficou a cargo de toda a comunidade e dos governantes da época, como do prefeito, Celso Maldaner, e vice-prefeito, Miguel Nemirski. Ao todo, os prejuízos do município foram contabilizados em Cr$ 9.633.106.500.

Segundo Nemirski, ainda hoje lhe corta o coração lembrar aquele dia. “Nunca me esqueço das cinco vítimas, que quando cheguei no hospital já estavam mortas, foi uma desgraça.Para reconstruir tudo que foi perdido tivemos um trabalho árduo e penoso, mas todos se uniram para ajudar, assim como o governadorà época,Esperidião Amim, que ajudou muito. Deus ajudou nós também, porque Maravilha, daqueles tempos pra cá, cresceu muito e nós ficamos satisfeitos de ter feito o que poderíamos fazer naquela oportunidade”, enaltece.

O então prefeito, Celso Maldaner, lembra do desespero das pessoas, da cidade às escuras e sem comunicação. “Realmente foi uma tragédia, um tornado que durou apenas dois minutos, mas que parecia o fim do mundo. Nunca vi tanta solidariedade da região e conseguimos reconstruir Maravilha. Vivíamos na época com muitos pontos negativos no município, mas não desistimos e conseguimos trazer o Frigorífico Aurora, que foi o grande recomeço”, destaca.
Exposição “30 anos do Vendaval em Maravilha”.

Na manhã de quinta-feira (9) foi aberta a exposição que conta o que os maravilhense com mais de 30 anos passaram naquele dia e como foi sua reconstrução depois do vendaval que destruiu praticamente toda a Cidade das Crianças.
A abertura da exposição “30 anos do Vendaval em Maravilha”, no Museu Padre Fernando Nagel, contou com a presença de lideranças da época, como o ex-prefeito, Celso Maldaner, o ex vice-prefeito, Miguel Nemirski, o prefeito em exercício, Sandro Donati, de vereadores que legislavam no ano do vendaval, pessoas que acompanharam a tragédia, além de lideranças municipais, secretários e diretores.
Autoridades acompanharam o primeiro dia de exposição/ Isabel Müller/ O Líder 

Conforme a diretora de Cultura, Rosi Reichert, essa é uma parte da história que deve ser preservada para contar aos filhos, netos, bisnetos, enfim, a todos que apreciam.

A responsável pelo museu, EmiReichert, falou um pouco sobre a exposição, destacou que o objetivo é fazer com que as crianças e jovens que não viveram aquela época conheçam a história. “Fizemos os painéis começando pelo ano 1958, com fotos da Avenida Araucária, de como era naquela ocasião antes do vendaval. Apresentamos também quem eram as autoridades da época, as pessoas que faleceram com a tragédia, os prejuízos, recortes de jornal com notícias que circularam sobre o vendaval, assim como fotos”, enfatiza.

A exposição é aberta para todo o público e para visitas das escolas municipais, estaduais e particulares até o final de outubro.       

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Fonte: Isabel Müller/ O Líder
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