Operação Ostentação - 12/12/2014 13:37 (atualizado em 15/09/2015 14:49)

Polícia Civil entrega inquérito e pede prisão preventiva de 21 dos 29 indivíduos indiciados

As namoradas de Gustavo e Douglas Budde, também foram indiciadas por crime de coação no curso de processo
Comente agora!
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
Delegado de Polícia Civil da Comarca de Maravilha, Daniel Régis, fez a entrega do inquérito policial ao judiciário (Foto: Isabel Müller/O Líder)

Nesta sexta-feira (12) o delegado de Polícia Civil da Comarca de Maravilha, Daniel Régis, fez a entrega do inquérito policial ao judiciário da conclusão da Operação Ostentação deflagrada no dia 17 de outubro. O inquérito foi apurado diante dos elementos informativos colhidos durante 200 dias de investigação, com base nos áudios, imagens, levantamentos de campo, depoimentos e interrogatórios. 

De acordo com o delegado, são mais de 2.500 páginas de informações, que agora são remetidas ao poder judiciário para apreciação do Ministério Público e eventualmente instrução do processo criminal, num total de 29 indiciados, dentre os quais, no relatório final pede a manutenção no cárcere, através de prisão preventiva, de 21 dos 29 indivíduos indiciados.

Além de tráfico e associação ao tráfico, o delegado afirma que Elio Ricardo Baron vai responder também por corrupção de menores, já que ele utilizava-se da namorada de 16 anos na distribuição, transporte e esconderijo das buchas de cocaína que vendia. “Duas jovens, namoradas de Gustavo e Douglas Budde, também estão sendo indiciadas por crime de coação no curso de processo. Elas procuraram duas testemunhas que prestaram informações nos autos do inquérito policiais aos veementes indícios no intuito de coagi-las para que mudassem o depoimento. Quando interrogadas, as mesmas disseram que teriam procurado as duas diante de um suposto caso que elas teriam com Gustavo e Douglas Budde, o que foi negado pelas testemunhas”, afirma Régis.

Foto: Divulgação Polícia Civil 
O delegado fez um alerta a todas as pessoas que prestaram depoimento e que devem saber que em hipótese alguma podem ser procuradas por quem quer que seja e que tenha alguma relação com algum indiciado. “Qualquer testemunha que seja procurada deve vir até a delegacia de Polícia”, destaca.

Régis afirma que são vários os pedidos que faz no inquérito final, não somente a prisão preventiva. “Peço a quebra de sigilo bancário e fiscal de alguns dos investigados, remessa de autorização judicial para remessa de autos da comarca de Chapecó, aonde a jovem namorada de Gustavo Budde deve ser investigada também pelo tráfico de entorpecentes, já que há indícios que ela repassava ectasy para aquela cidade. Peço autorização judicial para remessa dos mesmos autos à comarca de Cunha Porã, já que há indícios que Fernando Roesler comercializava naquela cidade há mais de cinco anos, além de outros pedidos de ordem administrativa. O Ministério Público, em razão de se tratar de réus presos, vai ter o prazo de cinco dias para oferecer a denúncia e caso a magistrada entenda que há elementos vai receber a denúncia, formar desses pedidos para que eles possam ser processados criminalmente”, encerra.

VEJA MAIS IMAGENS
Fonte: Redação Jornal O Líder
Publicidade
Publicidade
Nenhum comentário enviado
:
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Carregando...