Greve dos caminhoneiros - 23/02/2015 17:45

Agricultor cunha-porense é espancado

Ele relata que os autores foram caminhoneiros independentes, que estão furando os bloqueios e não apoiam as manifestações
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Na tarde deste domingo (22), por volta das 14h15, o agricultor Edimar Szareski, de 57 anos, foi agredido por um grupo de caminhoneiros. 
Szareski conta que estava saindo da sua propriedade, que fica na Linha Humaitá, em Cunha Porã, para ir até um camping na cidade de Maravilha, quando no acesso à BR-158 foi surpreendido por um grupo de aproximadamente 15 homens. Ele destaca que este grupo de caminhoneiros teria furado violentamente o bloqueio no trevo de acesso a Cunha Porã, e um grupo de pessoas estaria na rodovia jogando pedras contra os caminhões para fazer com que eles parassem. “Nesse momento eu parei na entrada da rodovia e também porque tinha um ‘vuco-vuco’, e este grupo achou que eu era o responsável por estarem atirando pedras. Não deu tempo de me explicar. Eles pularam em cima de mim”, relata. 
Conforme o agricultor, primeiramente cinco homens começaram a lhe agredir, porém o grupo todo era de  aproximadamente 15 homens. “Um deles me deu um coice na boca e estourou as minhas duas próteses, quebraram meus óculos de grau. Com um facão enorme eles deram um estouro no para-brisa no carro e quebraram o retrovisor esquerdo. Além de danificar a porta direita do carro e o capô dianteiro”, conta.
De acordo com Szareski, os homens o tiraram do veículo e espancaram ele, inclusive foi ameaçado com um facão, quando um dos homens o colocou em seu pescoço. “Foi quando consegui explicar que tinham pessoas mais para cima jogando pedras. Então um deles viu que não era eu, e disse ‘pegamos o cara errado, não mata ele’. Foi então que eles me mandaram levantar e ir embora sem olhar para trás”, esclarece.
O agricultor destaca que os caminhoneiros seguiram então em comboio sentido a Pinhalzinho com aproximadamente 30 caminhões. Após isso, ele foi para casa, entrou em contato com a PRF, e na tarde desta segunda-feira (23) fez o Boletim de Ocorrência e na manhã desta terça-feira (24) deve fazer o exame de corpo de delito. “O certo seria contratar um advogado, entrar com um processo de ressarcimento dos danos que me fizeram no carro, além da minha boca e coluna, que estão machucadas”, frisa. 
“Eu inclusive falei para os motoristas que eu não sou contra a greve, pelo contrário, eu apoio. E eles então me falaram que não estavam apoiando nem fazendo greve. Eles eram um grupo independente, que estão furando os bloqueios e indo embora”, ressalta o agricultor. 
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Fonte: Ilaine Rohden/O Líder
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