São Miguel do Oeste - 12/10/2015 09:09 (atualizado em 14/10/2015 10:49)

Após dois anos de acidente, jovem ainda luta pela recuperação

Jéssica Merlo sofreu acidente de moto em 2013. De lá para cá tem lutado muito para recuperar os ferimentos na perna e poder voltar a andar sem as muletas
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"Eu nem pensei que seria tudo isso, pensava que todo mundo quebrava uma perna e sarava logo. Foram várias fraturas do joelho para baixo, inclusive o pé quebrou todo”, relembra Jéssica Merlo - Foto: Débora Ceccon/O Líder 

A jovem Jéssica Merlo de São Miguel do Oeste, 21 anos, dividiu sua história com o Jornal O Líder em janeiro de 2014. Na época, um ano após o acidente de moto que sofrera em 2013, Jéssica buscava ajuda para fazer o tratamento com sessões de um procedimento chamado de Oxigenoterapia hiperbárica. Segundo ela após a matéria e diversas campanhas realizadas, muitas pessoas a ajudaram e ela conseguiu fazer seu tratamento, quase 100 sessões da Câmara Hiperbárica, as quais não eram disponibilizadas pelo Sistema único de Saúde (SUS). Mais de um ano se passou da reportagem em que contamos a história de Jéssica, e de lá para cá, ela tem lutado muito para salvar sua perna esquerda. Foram várias cirurgias as sessões com a Câmara Hiperbárica, tudo para que sua perna não fosse amputada como alguns médicos chegaram a comentar com ela. “Salvou minha perna”, conta ela. 

Hoje o tratamento de Jéssica é em Florianópolis, e ainda requer cuidados e para isso utiliza um fixador na perna para ajudar a manter a sustentação do peso já que precisou fazer enxerto de osso no local. Jéssica passou por tratamento em São Miguel do Oeste, Pato Branco, Chapecó, e finalmente foi encaminhada para um médico em Florianópolis, onde fez uma cirurgia que custou quase R$16 mil reais. Nesta cirurgia ela fez um enxerto de osso da bacia na perna e o ferro que fica em torno da perna a ajuda na sustentação do peso enquanto o osso calcifica, além disso, já faz sessões de fisioterapia para voltar a caminhar sem o apoio das muletas. 

Após seis cirurgias, mais de sete médicos, e depois de ter ficado muito tempo sem sair de casa, aos poucos a rotina de Jéssica está voltando ao normal. Este ano voltou para o Colégio e o tratamento em Florianópolis se resume a uma vez ao mês durante uma semana. “Eu nem pensei que seria tudo isso, pensava que todo mundo quebrava uma perna e sarava logo. Foram várias fraturas do joelho para baixo, inclusive o pé quebrou todo”, relembra ela. 

Agora Jéssica conta os dias para tirar o ferro de sua perna e poder caminhar, usar uma calça, já que desde o dia do acidente não conseguiu mais e simplesmente voltar a ter uma rotina normal, já que por enquanto ela prefere não sair muito já que os ferros na perna chamam a atenção das pessoas. Assim que tirar o ferro da perna, Jéssica novamente deverá fazer algumas sessões da câmara hiperbárica para a plena recuperação e o que restará na perna será apenas a cicatriz da luta de dois anos. “Tirando esse aparelho está bom, podendo usar uma calça”, ri ela. A mãe de Jéssica que sempre a acompanhou nesta batalha de hospital em hospital, Carmem Merlo conta que Jéssica chegou a ficar um ano sem sair de casa, apenas dentro do quarto. “Eu tive que abandonar tudo, deixei a casa, nos mudamos para uma casa que passava cadeira de rodas, tive que abrir mão da outra filha que ficou com o pai, porque estive o tempo todo com a Jéssica, foi difícil”, conta a mãe. 

Jéssica diz que após terminar o tratamento não teme andar novamente em uma moto inclusive diz que tem vontade. “Acho que isso tinha que acontecer, eu podia estar de carro ou a pé”, argumenta. A jovem diz que aprendeu muita coisa durante esses dois anos em que literalmente parou, uma das principais lições segundo ela foi ter paciência e persistência e sempre contou com o apoio da família e de amigos que a visitam diariamente.  

Relembre a história de Jéssica

Jéssica Merlo se feriu com gravidade em acidente no dia 10 de dezembro de 2013 em São Miguel do Oeste. Ela estava de carona em uma moto que acabou colidindo com outra motocicleta. Após o acidente a jovem foi encaminhada para UTI do Hospital Regional de São Miguel do Oeste. Desde a entrada na emergência, Jéssica permaneceu internada no hospital por 45 dias até a recuperação. Assim que teve alta, a jovem foi encaminhada para Chapecó para fazer avaliação para iniciar o tratamento com a câmara hiperbárica, já que sua perna apresentava infecção e não estava se recuperando. No acidente Jéssica conta que perdeu parte do osso da perna no local do acidente e na cirurgia precisou colocar platina, porém durante a recuperação ela foi acometida de uma infecção que é comum em casos de fratura exposta, e por este motivo a recuperação não tem sido rápida ficando com ferimentos abertos na perna. “Segundo o médico tive osteomielite, uma infecção grave, inclusive já tive que tirar uns pedaços, era tipo uma carne morta, já fiz limpeza no local e raspagem no osso”, relata a jovem. 

Na avaliação em Chapecó foi solicitado à jovem que fizesse 60 sessões de Oxigenoterapia hiperbárica, que consiste em um tratamento médico através da inalação de oxigênio puro em pressão ambiente aumentada dentro de câmaras hiperbáricas, utilizando-se máscaras ou capuzes especiais, em sessões que duram de uma a duas horas por dia, por um período que varia de acordo com a patologia. Na época ao relatar sua história na pagina pessoal do Facebook e após contar a história ao Jornal O Líder, Jéssica recebeu ajuda de muitas pessoas para pagar as sessões da câmara Hiperbárica, que segundo ela foram cruciais para salvar a perna. 
Fonte: Débora Ceccon/O Líder
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