Mistério - 29/02/2016 09:45 (atualizado em 29/02/2016 08:00)

“Eu tenho sempre os olhos na estrada achando que vou ver ele voltando”

Desaparecimento de agricultor de Iporã do Oeste completou 25 dias no sábado .
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“No dia 15 de fevereiro completamos 36 anos de casados, nossa eu chorei muito aquele dia”, Veleda Rauber - Foto: Débora Ceccon/O Líder 

Mário José Rauber, de 64 anos, de Linha Pirapó interior de Iporã do Oeste saiu de casa no dia 02 de fevereiro, terça-feira e desde então não voltou mais, desaparecido já completa 25 dias. A esposa Veleda Rohr Rauber e os cinco filhos do casal desde então, vivem dias de angústia e de muitas perguntas sem respostas. Todas as tardes o casal sentava em frente à casa para tomar chimarrão, hoje Veleda está sozinha em frente a casa sempre com os olhos na estrada esperando por respostas, esperando por Mário. 

Mário José Rauber está desaparecido desde 2 de fevereiro / Arquivo pessoal
No dia 02 de fevereiro, como fazia todas as manhãs, Veleda conta que como um dia normal, ele tomou o mate e o café da manhã. Logo cedo Mário falou para o filho que mora com o casal que após colher a pastagem, iria para a cidade. “No dia 15 de fevereiro completamos 36 anos de casados, nossa eu chorei muito aquele dia”, recorda emocionada a esposa. 

Mas naquele dia, Mário José Rauber tinha planos de ir para a cidade de Iporã do Oeste sacar a aposentadoria. Veleda conta que pediu a ele que sacasse também sua aposentadoria. A esposa conta que apenas ouviu ele bater a porta e sair de carro com seu filho. 

Rauber saiu de casa com uma camisa social de cor amarela e uma calça social. O filho do casal, Adelar, deixou seu pai na cidade de Iporã do Oeste conforme tinham combinado. “Ele disse para nosso filho que ele podia voltar pra casa que ele não ficaria pronto até meio dia e que voltaria para casa de tarde. Mas era noite e ele não tinha voltado. Pensei que tivesse ido no meu pai visitá-lo como ele fazia muitas vezes, mas quando ligamos e ele não estava, quase desmaiei”, conta a esposa.  

Rauber saiu sem celular e sem os documentos, já que a carteira Veleda encontrou em casa com todos os documentos. A esposa conta que era normal ele ficar na cidade para fazer tudo o que tinha para fazer. Mas como era noite e nenhuma noticia chegava, começaram as buscas em casa de familiares da cidade e de outras localidades e estados. Iniciou também busca de informações com pessoas próximas com apoio dos Bombeiros e Polícia. 

Foto: Débora Ceccon/O Líder 
Pistas 

Após a divulgação do desaparecimento, um taxista de Iporã do Oeste foi até a delegacia e informou que Mário Rauber teria pedido uma corrida naquela terça-feira dia 02 até o município de Descanso e de lá, ele não foi mais visto. Nas imagens cedidas por um mercado de Descanso, foi identificado Mário Rauber trocando uma nota de R$ 100,00 para pagar ao taxista. “Eu não consigo entender, ele não tinha problema de saúde, não tomava medicação, nada. Ele era muito atuante na comunidade iria assumir no dia seguinte a diretoria dos idosos. Era uma pessoa muito calma em casa e muito dedicado”, menciona a esposa. 

Veleda diz que nesses tantos dias de buscas, muitas são as perguntas e lembra que este fato nunca ocorreu, que ele sempre foi preocupado em avisar a família caso houvesse um atraso. “Entra tanta coisa na cabeça, eu não consigo entender, ele saia de casa, mas a família nunca precisou se preocupar, ele era uma pessoa calma, não tinha inimizades com ninguém. Eu já chorei tanto, é uma angustia ninguém acredita como é difícil, nunca pensei que precisaria passar esse sofrimento. O que nos dá força é o povo”, diz a esposa. 

Desde o desaparecimento, começaram a chegar muitas informações desencontradas, inclusive em um dia foram reunidas mais de 100 pessoas para tentar localizar Mário em municípios vizinhos. Veleda afirma que Mário não passa por problemas financeiros, não estava com problemas de relacionamento em casa e também não tinha inimizades com ninguém, além disso, descarta problemas. “Ele estava igual como sempre, por isso a gente estranha, eu não consigo entender, é um mistério”, diz. 

A reportagem tentou contato com a Polícia Civil em Iporã do Oeste e em Mondaí, as quais estão envolvidas na investigação, porém não conseguimos atendimento com o Delegado responsável pelo caso. 
Fonte: Débora Ceccon/O Líder
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