Saúde - 30/12/2016 14:55 (atualizado em 30/12/2016 15:11)

Procedimento oncológico inédito é realizado em São Miguel do Oeste

"Cirurgia Estadiadora do Câncer de Endométrio" teve participação do cirurgião oncológico de São Miguel do Oeste, Vinicius Negri
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Cirurgião oncológico de São Miguel do Oeste, Vinicius Negri- Foto: Débora Ceccon/ O Líder

Um procedimento cirúrgico inédito foi realizado em São Miguel do Oeste na última semana. O procedimento oncológico chamado "Cirurgia Estadiadora do Câncer de Endométrio", que consiste na realização de Útero, Trompas e Ovários, Linfonodos da Pelve e Junto dos Grandes Vasos Abdominais e do Omento Maior (Gordura que recobre as vísceras)- por Videolaparoscopia. Esse procedimento foi realizado pelo Dr. Vinicius Negri com a participação e auxílio da Dra. Audrey Tsunoda, referência nacional no tratamento do Câncer Ginecológico e Cirurgiã Oncológica da Equipe de Oncoginecologia do Hospital Erasto Gaertner de Curitiba.

Conforme o cirurgião oncológico de São Miguel do Oeste, Vinicius Negri que participou do procedimento, estudos demonstraram que a acurácia do estadiamento Cirúrgico do Câncer de Endométrio era melhor do que com o uso de imagens. “Além de impactar na melhora da sobrevida das pacientes, através da retirada do máximo de doença dos locais mais prováveis de haver metastatização e poder se indicar mais adequadamente as terapias complementares, como a Radioterapia e Quimioterapia”, explica.

Foto: Arquivo/ Equipe Médica 
O cirurgião oncológico reforça que esse procedimento é inédito por ser feito por Cirurgiões Oncológicos e envolvem a abordagens de regiões delicadas do corpo humano, como os grandes vasos pélvicos e abdominais (vasos ilíacos - aorta e veia cava inferior), onde são retirados linfonodos (as chamadas "ínguas") que os circundam. “Isto exige um treinamento específico, realizado em grandes centros oncológicos do país, como o Hospital de Câncer de Barretos, onde realizei minha formação. A abordagem laparoscópica, que foi utilizada nesse caso, exige estrutura e equipe qualificada para realizar o procedimento, e ainda é pouco realizada no país como um todo, realizada apenas em centros maiores, mas com evidentes benefícios a recuperação do paciente”, observa.

O cirurgião oncológico, Vinicius Negri diz que busca parcerias para melhorar a estrutura e fazer com que procedimentos como este realizado a poucos dias em São Miguel do Oeste sejam possíveis para pacientes que necessitam deste tratamento. “Estou a buscar em conjunto com o Hospital São Miguel e também as empresas parceiras a melhorar gradativamente a estrutura para realização dos procedimentos, para proporcionarmos aos pacientes materiais de excelência e um suporte pós-operatório adequado para a complexidade desse tipo de cirurgia. Por serem procedimentos de alta complexidade e com um risco maior do que os procedimentos cirúrgicos habituais, é necessário a formação de equipes multidisciplinares para o cuidado desses pacientes, com o envolvimento de cuidados de Enfermagem, Estomatoterapia, Nutrição, Fisioterapia, entre outros profissionais. Este é o objetivo a ser estabelecido no próximo ano”, projeta ele.

Como é feito o procedimento 
A abordagem laparoscópica se dá com o uso de pinças específicas, que entram em portais colocados em pequenas incisões no abdome após a entrada de gás carbônico e formação de uma cúpula abdominal que permite a livre ação das mesmas no interior da cavidade. “No caso realizado, usamos uma pinça harmônica (pinça que corta e cauteriza ao mesmo tempo), o que permite que o procedimento seja realizado com mais segurança para o paciente”, explica o cirurgião.

As principais vantagens do procedimento:
O cirurgião oncológico menciona que neste tipo de procedimento no contexto oncológico, normalmente o paciente recupera-se mais rapidamente e está apto para complementar seus tratamentos mais precocemente, o que permite o início de Radioterapia e/ou Quimioterapia dentro do período adequado necessário. Ele também lista outros benefícios: 
- Menor dor pós-operatória (menor tamanho das incisões) - Antigamente a incisão dessa cirurgia aberta ia da parte mais alta do abdome até a região pubiana;
- Menor índice de hérnias incisionais;
- Menor índice de infecção de ferida operatória;
- Menor índice de sangramento;
- Menor tempo de internação;
- Retorno precoce as atividades habituais;
Fonte: Débora Ceccon / Jornal O Líder
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