SAÚDE - 20/03/2017 08:48

“É possível”, diz gestora sobre terceirização da UPA 24h

Em 2017, além de São Miguel do Oeste e Bandeirante, o município de Paraíso passou a ser atendido pela unidade de pronto atendimento
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Foto: Divulgação
Às vésperas de completar quatro anos de funcionamento, a Unidade de Pronto Atendimento Leonardo Weissheimer fecha os primeiros dois meses e meio de 2017, com 6.870 atendimentos. Atualmente a Unidade está conveniada com três municípios, São Miguel do Oeste, Paraíso e Bandeirante. O convênio com o município de Paraíso foi formalizado no início deste ano com um repasse mensal é de R$ 22 mil. 

“Buscamos junto a vários municípios formar parceria. Paraíso se mostrou aberto a negociações e desde janeiro os pacientes de lá tem sido atendidos na UPA. Isso é bom porque podemos investir e sanar as faltas financeiras que vem de longa data”, explica a gestora da UPA, Geni Gireli.

No ano passado, durante reunião entre o então prefeito João Carlos Valar e representantes do Instituto Santé, de Florianópolis, que gerencia o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, foi sinalizada a possibilidade da terceirização da UPA 24h. O grupo Santé, que já teria demonstrado interesse em administrar a unidade. Na época, o prefeito justificou que a terceirização melhoraria a qualidade dos serviços oferecidos pela UPA. A atual gestora da Unidade não afasta a possibilidade da terceirização e enfatiza que a principal preocupação é manter a UPA funcionando e bem. 

“Se eu fosse gestora do município, iria querer manter a unidade funcionando porque ela tem um papel importante. Não tendo um hospital municipal, temos que fazer a UPA funcionar bem e ter uma estrutura de pessoal e de medicação. A terceirização é possível, existem experiências a nível de Brasil nesse sentido. Mas estamos trabalhando firme para organizar, colocar as finanças em dia para que isso não aconteça”, observa.

Atualmente, segundo Geni, a UPA 24h conta com o trabalho de seis médicos divididos em turnos diferentes de trabalho. Para facilitar e tornar os atendimentos ainda mais rápidos, a gestora explica que é fundamental que a população esteja atenta a sintomas brandos e graves para que possa identificar o local adequado para buscar atendimento. 

“A saúde tem quatro frentes de atendimento. O mais simples é prestado na unidade de saúde. Também temos o Serviço Móvel de Urgência (SAMU), com o papel de estabilizar o paciente no local e o transportar até o local onde receberá o atendimento adequado. Também temos a UPA, que é um atendimento de média complexidade. O hospital é recebe casos de alta complexidade, como fraturas, traumatismos, ou um paciente atendido na UPA e que não foi estabilizado. A população tem um papel importante para desafogar a emergência do Hospital Regional”, finaliza.

Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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