UM ENCONTRO EMOCIONANTE - 30/03/2017 08:52 (atualizado em 31/03/2017 12:08)

Após uma hora sem sinais vitais, jovem sobrevive e reencontra bombeiros que fizeram resgate

Em fevereiro, o coração de Bruno Albani parou de bater por uma hora, depois de sofrer uma descarga elétrica de 13 mil volts
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As feridas ainda estão presentes, mas as lembranças do dia do acidente sumiram. Em fevereiro, Bruno Albani, de 26 anos, sofreu uma descarga elétrica de 13 mil volts, durante o trabalho com uma solda em Linha Parda, interior de Descanso. Desde então, a história tem sido tratada como um verdadeiro milagre. Nesta semana, o sobrevivente teve um encontro emocionante.

Na manhã de 8 de fevereiro, colegas de Bruno acionaram os bombeiros depois que o acidente aconteceu. “Preciso de um bombeiro, deu um choque elétrico no guri trabalhando”, disse um amigo, do outro lado da linha. A voz que atendeu ao chamado de emergência é do sargento Dezordi que, por telefone, acalmou o grupo e passou as primeiras orientações, antes da chegada da guarnição. “Tira a camisa e vê se tem movimento no estômago dele, se ele está respirando”, orientou o sargento, durante o chamado.

Foto: Camila Pompeo/O Líder

“É de extrema importância esse primeiro contato com o solicitante, salvamos muitas vidas por telefone. O solicitante informou que ele havia sofrido o choque e estava no chão. Ele estava nervoso, mas foi nos repassando as informações que nós pedíamos para ele. Foi iniciado os procedimentos e eles iniciaram, ficaram fazendo até a chegada da ambulância no local”, revela Dezordi.

Foram seis quilômetros da cidade até o local do acidente. Na chegada, a guarnição encontrou Bruno já sem os sinais vitais. “Manobrei a viatura e avistei ele a 50 metros. Só avistava o rosto dele porque ele tinha certa quantia de terra encima do corpo. Com conhecimento empírico, pra tentar ajudar, os colegas dele colocaram 10 centímetros de terra. Iniciamos o protocolo com o desfibrilador. Realizamos o primeiro choque, mas ele já estava com todos os sintomas de pós-morte. Durante o transporte realizamos mais dois choques até chegarmos no hospital, lembra o soldado Vivian.

Foto: Marcos Lewe/O Líder

No caminho para o Hospital, Vivian e o colega Tonet continuaram as manobras de ressuscitação com ajuda do desfibrilador. Por mais de 1 hora, Bruno permaneceu sem qualquer sinal vital, o que deu fim às esperanças da equipe médica e de salvamento. Milagrosamente, faltando poucos minutos para que as tentativas de reanimação fossem finalizadas, o coração de Bruno voltou a bater.

“O Bruno já estava em parada e foi trazido em extrema urgência. A equipe do Cobom já havia acionado o Hospital Regional. Não tenho conhecimento de uma situação parecida com essa. Traumas como o Bruno teve, um choque de uma voltagem de 13 mil volts como ele recebeu, passar mais de 1 hora sem sinais vitais, é uma situação muito atípica”, recorda o soldado Tonet.

Com muitos ferimentos e queimaduras graves, Bruno precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva. Uma das pernas precisou ser amputada por conta da gravidade das lesões. No dia 18 de março, 40 dias após a internação, mais uma boa noticia a alta médica: enfim, Bruno poderia voltar pra casa.

Foto: Camila Pompeo/O Líder

Pelo corpo, as lembranças do dia do acidente que Bruno não consegue lembrar. No quartel do Corpo de Bombeiros, ele conheceu os seus heróis de farda e conferiu de perto como foi o procedimento da guarnição no dia do acidente. “Não lembro nada do dia do acidente, só depois quando acordei na UTI. Mudou muito, desde estar dependendo de outras pessoas. Perdi a perna direita e ainda tenho três queimaduras no corpo. Minha irmã está me ajudando com as coisas. Vai ser muito diferente de antes”, explica.

A partir de agora, a vida é nova e Bruno tem contado com apoio da família e dos amigos para seguir em frente. “Nem sei o que falar, sei que foi um milagre. É muito bom saber que estou vivo de novo. Tenho que agradecer sempre porque se não fossem eles, quem sabe eu não estaria aqui”, observa.

Para a equipe de resgate, a fé fez toda a diferença na história de vida de Bruno. “Esse é o nosso pagamento, é a nossa satisfação. Clinicamente o Bruno já estava em óbito, o coração não batia mais. Graças ao nosso estudo e conhecimento e, acho que tinha alguém olhando pelo Bruno, deu tudo certo. Trabalhamos com tantas tragédias que quanto conseguimos reverter uma situação assim, é bastante gratificante”, finaliza Tonet.

Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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