RESSOCIALIZAÇÃO - 15/05/2017 09:42

Trabalho e educação são as apostas da Unidade Prisional para reinserir detentos na sociedade

Até o final deste ano, o diretor da Unidade, André de Oliveira, destaca que a expectativa é de que 25 detentos estejam trabalhando por meio de quatro convênios
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Foto: Camila Pompeo/O Líder

Foram publicados nesta semana no Diário Oficial da União dois convênios da Unidade Prisional Avançada (UPA) com a prefeitura de São Miguel do Oeste e Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. De acordo com o diretor da UPA, André de Oliveira, alguns detentos já realizavam algumas funções tanto de corte de grama na cidade, como de manutenção da unidade hospitalar. No entanto, faltava a publicação oficial. “Um dos detentos está trabalhando na manutenção do Hospital Regional, fez curso de pedreiro e encanador. E pela prefeitura, o pessoal está trabalhando na rua, com corte de grama, reformas e construção de casas”, destaca.

Até o final deste ano, o diretor destaca que a expectativa é de que 25 detentos estejam trabalhando por meio de quatro convênios. Além dos convênios com a Prefeitura e Hospital, ainda retornará o convênio com a Loja D’Lamb e a Rede Forte. “São formas de reeducar o detento para a sociedade, hoje ele está preso, mas amanhã pode voltar para a sociedade. Se tiver uma noção da parte de estudos e trabalho, quando voltar para a rua, será mais fácil para ele”, justifica.

Para auxiliar nesse processo de reinserção dos detentos na sociedade, a Unidade Prisional e parceiros vem projetando uma série de cursos de capacitação para o mercado de trabalho. O primeiro deles garantiu a reforma de boa parte do espaço onde será implantado o Casep. “Vamos iniciar até o final do mês um curso de eletricista e queremos iniciar ainda até começo do mês de julho, dentro da unidade prisional, para em torno de 13 detentos, um curso de mecânica de motos com o Senai. Eles vão sair qualificados para o mercado de trabalho”, afirma Oliveira. 

O diretor da Unidade Prisional considera que a parceria entre a UPA, o Poder Judiciário, o Ministério Público e o Conselho da Comunidade deu certo. Oliveira salienta ainda que o trabalho e a educação representam ao detento uma forma de diminuição da pena, além de uma oportunidade para o futuro fora da prisão. “Se não fosse essa parceria, essa evolução não estaria acontecendo. O detento ingressa, vai para cela de triagem e vamos monitorando o comportamento dele. À medida dessa evolução, ele consegue regalias, trabalhar na cozinha, manutenção, parte de obras, a partir dali vai trabalhar na rua e ¾ do que ganha vai para ele e 25% vai para a UPA para comprar materiais e equipamentos”, explica.

Ainda segundo André de Oliveira, os detentos estão tendo a oportunidade de reaprender ou aprender a estudar dentro da Unidade. Hoje, o detento que ler uma quantidade considerável de livros consegue ter tempo diminuído da pena. “Se ele ler livros ou estudar, a cada 12 horas de estudo ganha 1 dia, cada livro ganha 4 dias de remissão. Isso compensa muito nessa questão para diminuir a pena. Ele percebe que se estudar e trabalhar, vai sair de lá de dentro mais rápido”, avalia. 

Com verba do Poder Judiciário, a Unidade construiu um alojamento com o intuito de separa os detentos considerados “regalia” – que trabalham dentro da UPA - dos que trabalham fora da unidade. “Foi feito um setor diferente para aqueles que trabalham fora possam ingressar à unidade. Para os regalias foi construído um alojamento, não tem cama de concreto e sim beliche. Tem local para 22 camas, é um local diferenciado”, finaliza. 

Fonte: O Líder/Camila Pompeo/Jucinei da Chaga
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