Luto - 27/06/2017 16:06 (atualizado em 27/06/2017 16:33)

Ex-combatente da 2ª Guerra Mundial morre aos 105 anos em Paraíso

Em abril de 2014 a equipe do Jornal O Líder visitou Joaquim Ribeiro e contou sua história.
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Joaquim Ribeiro de 105 anos de idade, um ex-soldado que participou da 2ª Guerra Mundial e da Revolução Constitucionalista em São Paulo - Foto: Débora Ceccon/ Arquivo O Líder

Na segunda- feira (19) Joaquim Ribeiro de 105 anos de idade, um ex-soldado que participou da 2ª Guerra Mundial e da Revolução Constitucionalista em São Paulo, morador de Paraíso faleceu no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste. Joaquim faleceu vítima de Pneumonia Bacteriana. Ele morava sozinho e era assistido por uma vizinha e cuidadora Ezilia. Em abril de 2014 a equipe do Jornal O Líder visitou Joaquim Ribeiro e contou a história de um ex - combatente nas páginas do jornal

Das lembranças de Joaquim Ribeiro 

Natural de Santa Rosa/RS, Joaquim tinha muitas histórias para contar. Ele serviu ao Exército Brasileiro na cidade de São Borja/RS e fez parte da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que foi a força militar responsável pela participação brasileira ao lado dos Aliados na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída principalmente por uma divisão de infantaria, historicamente é considerada o conjunto de todas as forças militares brasileiras que participaram daquela campanha. 

Na época em que contou sua história, com poucas palavras e leves lembranças, Ribeiro contou que viu muita coisa e sofreu muito naquele tempo, inclusive foi atingido por um tiro em um dos braços na Revolução Constitucionalista de São Paulo, mas ele diz que não ficaram sequelas, apenas lembranças.

Joaquim era um homem muito solitário, aposentado, morava sozinho, de aluguel, em uma casa humilde. Um de seus vizinhos que o acompanhava, o aposentado Olívio Espírito Santo também faleceu no inicio deste ano e a partir de então Joaquim passou a ser cuidado pela esposa de Olívio, a Ezilia. 

Na época em que concedeu entrevista a reportagem do Jornal O Líder, ao ser questionado sobre como viver com saúde e vitalidade após os 100 anos, apenas sorriu e respondeu: “Ah, isso tem que pedir para Deus!”. 

Fonte: Débora Ceccon/ O Líder
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