AGRICULTURA - 07/10/2017 08:54 (atualizado em 07/10/2017 08:57)

AGRICULTURA: Ataque de lagartas em plantações preocupa agricultores

Com os altos investimentos nas plantações o ataque pode trazer prejuízos consideráveis ao setor
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Débora Ceccon/O Líder – Com as altas temperaturas do inverno de 2017, triplicou a velocidade com que a lagarta se desenvolve

Um inimigo poderoso das lavouras está de volta. As lagartas estão atacando as plantações dos municípios de toda a região. Conforme o gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Jonas Ramon, o ataque ocorre na faixa de Itapiranga a Dionísio Cerqueira e o principal responsável foi o clima. 

“A gente atribui esse ataque a um dos principais fatores que é o climático. As lagartas, no geral, tem um ciclo influenciado pela temperatura. Quanto mais quente, mais rápido elas se reproduzem. Tivemos esse inverno com três dias frios, mas com dias de temperatura acima dos 30º. Isso acelerou muito o ciclo. O ciclo normal que é de 60 a 70 dias, com essa temperatura elevada fica em torno de 21 a 23 dias. Triplicou a velocidade com que a lagarta se desenvolve”, explica.

Ramon diz que o ataque, considerado severo, preocupa não só os agricultores, mas também a Epagri. Conforme ele, produtos químicos para a aplicação nas lavouras já estão em falta por conta da grande demanda. “É motivo de preocupação porque temos um crescente desenvolvimento das pastagens. Temos trabalhado com gramíneas e a própria monocultura, com poucas diversidade de forrageiras, isso também favorece o desenvolvimento dessas pragas. O que percebemos é cada vez mais a diminuição nos inimigos naturais, os pássaros, a tesourinha, os besouros. Principalmente pelo uso indiscriminado de produtos químicos”, afirma.

A busca por alta produtividade, por consequência, resulta em cada vez mais adubação. O gerente regional explica que a tendência é de diminuir a resistência ou a rusticidade das plantas agrícolas, especialmente forrageiras e o milho. “O alerta é que se faça o controle de forma técnica, procurando um profissional para que identifique a praga que está na lavoura, identifique o dano econômico, recomende qual o produto adequado e registrado, qual a dose e a época de aplicação”, orienta.
Fonte: O Líder/Camila Pompeo/Jucinei da Chaga
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