São Miguel do Oeste - 30/10/2017 10:49 (atualizado em 30/10/2017 11:13)

Polícia Militar orienta quanto a cuidados ao atender a porta em residências

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“É importante lembrar que em boa parte dos casos os criminosos agem valendo-se das facilidades proporcionadas pela própria vítima, a exemplo de uma porta ou janela aberta, roupas expostas no varal ou ainda objetos de valor expostos"- Imagem: Ilustração 
No último fim de semana, a família de Kelly Regina Rangrab de São Miguel do Oeste passou por uma situação atípica. Moradora do bairro São Gotardo ela conta que estava em casa com seu marido e o filho pequeno quando um homem bateu à porta. Era por volta de meia noite de sábado, 21, quando o homem que batia a porta pedia por ajuda e Kelly estranhou a situação. “A gente sempre está com a porta aberta e naquela noite fechei a casa mais cedo. Ele dizia que precisava de ajuda, citou um nome e disse que era nosso vizinho, porém não temos nenhum vizinho com esse nome”, recorda. Por não reconhecer quem batia à porta, Kelly informou que chamaria a policia para auxiliar, porém neste momento o homem fugiu do local. 

Em seguida, após o susto, Kelly relata que acionou a Polícia Militar já que desconfiou da situação e não reconheceu a pessoa que pediu por ajuda em sua porta. Além disso, ela salienta que busca por imagens de câmeras de segurança das redondezas para tentar identificar o suspeito. Conforme Kelly apesar de a porta ser de vidro, não foi possível identificar o rosto do homem, pois este estava posicionado de lado para a porta. “A policia nos falou que foi bom que não abrimos a porta. Eu não consegui dormir, fiquei imaginando, vai que estivesse com a porta aberta com meu filho ali na sala, vai saber”, comenta. 

Dicas de segurança 
Em contato com a Polícia Militar de São Miguel do Oeste, o Aspirante a Oficial PM Junior Tatsch salienta que a recomendação é que seja solicitada a identificação de quem bate à porta, para que o morador tenha certeza de que se trata de alguém conhecido. Do contrário, caso a pessoa não se identifique, não se deve abrir a porta; “Mantenha a calma e ligue para o número 190, o telefone de emergência da Polícia Militar. É importante ficar atento a veículos e pessoas desconhecidas nas proximidades, repassando as características aos policiais. Visitas inesperadas ou em horários pouco habituais, ou ainda prestadores de serviços não solicitados exigem especial atenção”, observa Junior.

Ele menciona ainda que não há relatos de outros casos como este relatado por Kelly,  e que trata-se de um caso isolado, porém é possível a existência de fatos não comunicados. Além disso, se houver situações semelhantes o morador pode e deve solicitar a presença da Polícia Militar. “Sempre que houver dúvidas quanto à identidade e às intenções de quem bate à porta recomenda-se acionar a Polícia Militar, para que tais pessoas sejam identificadas mediante consulta ao sistema de informações, e, conforme o caso, adote-se as medidas pertinentes.A presença de veículos e pessoas desconhecidas deve ser comunicada à Polícia Militar”, reforça.

Facilidades proporcionadas 
“É importante lembrar que em boa parte dos casos os criminosos agem valendo-se das facilidades proporcionadas pela própria vítima, a exemplo de uma porta ou janela aberta, roupas expostas no varal ou ainda objetos de valor expostos. Por esta razão qualquer horário pode representar oportuno para o cometimento de um crime”, afirma o PM. No entanto, conforme ele, em locais com pouca vigilância qualquer horário pode ser crítico. Ele cita como cuidados simples deixar portões trancados, portas e janelas fechadas e veículos com alarme, que aumentam a segurança de qualquer ambiente. O PM orienta que os moradores devem evitar deixar objetos nos arredores da residência que possam ser usados para escalada, a exemplo de tábuas, cavaletes e escadas. 

Falsos pretextos 
Outra orientação que o PM sinaliza é que por vezes pessoas se valem de falsos pretextos para obter informações dos moradores e observar o interior da residência, especialmente a existência de bens de fácil transporte e comercialização, a exemplo de eletroeletrônicos. “Desconfie sempre de visitas inesperadas ou em horários incomuns, ou ainda de prestadores de serviços que não foram solicitados: atenda-os à distância, sem permitir acesso à residência e nunca diga que está sozinho (a), acompanhe até o fim o fechamento de portões eletrônicos. Deve-se atentar também para o recebimento de encomendas ou mercadorias não esperadas. Não forneça informações pessoais por telefone. Cão de guarda e alarmes também potencializam a segurança”, detalha.

Conforme o Aspirante a Oficial, o crime ocorre a partir de 3 fatores: a vítima, o ambiente e o criminoso. “Considerando que não temos controle sobre o criminoso, uma vez que não sabemos como e quando pretende agir, cabe-nos o especial cuidado com a segurança pessoal e de nossos ambientes, para que assim a probabilidade do crime seja reduzida. Conte sempre com a Polícia Militar”, finaliza.
Fonte: Débora Ceccon/ O Líder
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