SAÚDE EM ALERTA - 04/12/2017 10:24

SAÚDE EM ALERTA: Estudo aponta que mais da metade dos brasileiros de 16 a 25 anos têm HPV

Em junho deste ano, o governo federal anunciou a ampliação do público-alvo para a vacinação contra a doença. Além das meninas de 9 a 14 anos, os meninos de 11 a 14 anos também podem receber a imunização
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Foto: Reprodução/Internet

O início da vida sexual pode trazer mais pavor do que o normal, principalmente quando o jovem não está preparado e não conhece os perigos das relações íntimas. O quadro pode piorar quando o adolescente embarca despreparado e desprotegido em uma viagem que pode ser muito perigosa. Entre as doenças transmissíveis através do sexo estão o vírus HIV, a Herpes, a Sífilis e o Vírus do Papiloma Humano, o HPV, uma das mais conhecidas DST’s.

Na segunda-feira (27), o Ministério da Saúde divulgou dados preliminares de um estudo que aponta para uma prevalência de 54,6% de casos de HPV entre a população brasileira de 16 a 25 anos, sendo que 38,4% são de tipos de alto risco para o desenvolvimento de câncer. O estudo é preliminar e deve ser concluído em março. Em junho deste ano, o governo federal anunciou a ampliação do público-alvo para a vacinação contra a doença. Além das meninas de 9 a 14 anos, os meninos de 11 a 14 anos também podem receber a imunização. A infecção por HPV é associada a vários tipos de câncer, principalmente ao de colo de útero, mas também de pênis, de vulva, de canal anal e de orofaringe.

A amostra do estudo é composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens com 16 a 25 anos, sendo a média de idade de 20,6 anos. O grupo foi entrevistado e fez exames. Foram incluídos dados de 119 Unidades Básicas de Saúde e um Centro de Testagem e Aconselhamento das 26 capitais e do Distrito Federal.

Em São Miguel do Oeste, a Sala de Vacinas tem recebido em média 20 adolescentes por semana para a imunização. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações da Secretaria da Saúde, enfermeira Débora Casagrande, explica que a vacina está disponível a qualquer tempo. Para receber a imunização, o adolescente precisa estar munido dos documentos, da carteira de vacinação e de uma autorização dos pais. “Não exigimos que eles estejam com um adulto, se eles vierem até a sala de vacina, fazemos da mesma forma. Eles têm que estar com toda a documentação, com a caderneta de vacina e cartão do Sistema único de Saúde (SUS). O que precisa é a liberação dos pais”, explica.

O preconceito ao redor da vacinação contra o HPV foi um dos grandes atrasos na procura pela imunização. Débora comenta que os profissionais tem procurado esclarecer as dúvidas dos adolescentes, além de explicar sobre a importância da vacinação. “Ainda tem bastante preconceito e é por isso que alguns adolescentes que vem, a gente procura ter uma conversa e explicar o motivo, do porque é importante. Muitas vezes conseguimos mudar o conceito e eles acabam fazendo a vacina. Tem muitos que não querem e não mudam de ideia”, menciona.

A enfermeira lembra que a imunização ocorre em duas oportunidades para este público-alvo, por isso, é importante ficar atento e não perder o prazo. “Para os adolescentes são duas doses, a segunda é seis meses após a primeira dose. Eles precisam ficar atentos, se eles completam 15 anos e não fazem a segunda dose, eles perdem e a imunização não fica completa. A vacina do HPV entrou na rotina dos adolescentes. A procura melhorou. Estamos fazendo monitoramento, estamos tentando conversar com os agentes de saúde para elas avaliarem as cadernetas dos adolescentes, então estamos notando uma melhora”, finaliza.
Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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