GESTAÇÃO DO CORAÇÃO - 18/12/2017 09:46 (atualizado em 18/12/2017 11:00)

Casal emociona em ensaio fotográfico à espera da adoção

Jovani e Marciana estão na fila há quase três anos
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Foto: Um Detalhe Fotografias

O testador de software, Jovani Cavagnol e a professora de Língua Portuguesa e Literatura, Marciana Locatelli, estão juntos há quase duas décadas. Desde que subiram ao altar, passaram-se 13 anos. Quando a vontade de aumentar a família surgiu, uma  das opções foi a de adotar. “De início, foi algo um pouco tímido, mas, com o tempo, dialogando, amadurecemos a ideia e percebemos, na adoção, uma possibilidade de nosso desejo se efetivar”, recordam.

No início, a vontade maior era da Marciana. Mas, com o tempo, conversando e amadurecendo a ideia de ampliar a família, os dois abraçaram o desejo por meio da filiação adotiva. O casal não tem filhos biológicos e faz questão de mostrar que os laços de sangue não são mais importantes do que os do coração. “Hoje, estamos ‘grávidos do coração’. Filho é filho, independentemente de ser biológico ou do coração”, destacam.

Foto: Um Detalhe Fotografias

Desde que tiveram o processo deferido, Jovani e Marciana estão na fila há quase três anos. O tempo na fila é ainda maior se somar o período de inscrição, avaliação, curso e entrevistas. São quase cinco anos guardando um cantinho do coração para os filhos que irão chegar. “Quando nossas crianças vão chegar? Não há como saber. Se estão a caminho? Também não há como saber. É um processo de espera: a gravidez. Enquanto isso, vamos nos preparando, continuamente... lendo, estudando, organizando um caixinha, conversando, orando, serenando, vivendo”, comentam.

Foi para registrar este período de gestação pelo coração e a espera ansiosa pelos filhos que o casal embarcou em uma ideia bem diferente. Jovani e Marciana fizeram um ensaio fotográfico delicado e cheio de amor. O objetivo? Registrar para que os filhos saibam o quanto foram esperados e amados antes mesmo da sua chegada. 

“O principal objetivo de fazermos o ensaio fotográfico foi o de registrar nossa espera, nossa gravidez. Foi um momento muito agradável, gratificante, de encontro um com o outro, de olhar no olho, de amor. Pensamos que seja para registrar o momento para a posteridade; no nosso caso, optamos pelo olhar mais detalhado e poético de fotógrafas profissionais. Ressaltamos que várias pessoas já comentaram e perguntaram a respeito do ensaio: foi feito para nós mesmos. Mas ficamos muito felizes e realizados ao saber que as fotos suscitam discussão a respeito da causa da adoção, um assunto que ainda é tabu, a respeito do qual as pessoas ainda não têm muito conhecimento”, refletem. 

As fotos chamaram a atenção nas redes sociais e ganharam centenas de curtidas e comentários. A iniciativa também levantou a importância da adoção como uma forma de constituição familiar igual a qualquer outra. Para o casal, quanto mais for abordado o tema, mais natural será se falar sobre adoção. 

“O conceito de família mudou muito. Então, quando nos referimos à constituição familiar, estamos nos referindo a pai, mãe e filhos; pais e filhos; mães e filhos; avós e netos; avó, mãe e filha. Enfim, inúmeras formas. O que importa são os laços afetivos que unem essas pessoas. E, quando há amor, há respeito, tolerância, limites e o mundo precisa mais desses valores para ser um lugar melhor. Por isso, em nossa opinião, a adoção é mais uma forma de amar”, argumentam. 

Foto: Um Detalhe Fotografias

Como resultado da necessidade e da importância da troca de experiências sobre o assunto é que surgiu em São Miguel do Oeste, o Grupo de Apoio À Adoção Unidos pelo Coração. A iniciativa de criação partiu de casais que participaram do “Programa de Preparação para Pretendentes à Adoção”, promovido pelo poder judiciário bem como de pessoas interessadas em conversar a respeito do assunto. O grupo existe há cerca de três anos. Para o casal, a equipe representa uma oportunidade de esclarecer dúvidas com quem já passou pelo processo.

“Esses bate-papos frutificaram e, hoje, coordenados pela Talita Lorenski, o grupo segue firme em seu propósito de esclarecer dúvidas e desmistificar esse assunto que ainda é tabu para muitas pessoas. Para nós, ir às palestras e conversar com pessoas do grupo é muito apaziguador, pois é o momento em que percebemos que as nossas dúvidas não são só nossas e que nossos anseios não são só nossos. Em outras palavras, é aprendizado”, finalizam.

Foto: Um Detalhe Fotografias
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Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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