REGIÃO - 14/04/2018 08:55 (atualizado em 16/04/2018 09:21)

Sem manutenção, matagal começa a tomar conta das rodovias estaduais

Com fechamento de ADRs, Deinfra/SC deve assumir responsabilidade nos serviços, mas justificou não dispor dos recursos necessários para atender a todas as demandas
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Foto: Camila Pompeo/O Líder

Transitar pelas rodovias federais da região tem sido um desafio há vários anos. Estradas esburacadas, com sinalização precária, tornam o percurso dos motoristas mais tenso nas BRs 163 e 282. Nas rodovias estaduais da região, no entanto, a realidade tem sido parecida. No Extremo-Oeste, as principais rodovias da região de São Miguel do Oeste e Maravilha são as SCs 492, 161, 160, 163, 473, 386 e 496, a maioria sem qualquer manutenção há um bom tempo. Depois de ser procurada por um leitor, a reportagem do Jornal O Líder circulou por alguns dos principais trechos e constatou que alguns se encontram em estado de abandono. 

Nas rodovias onde existe acostamento, a vegetação começa a tomar conta do espaço e naquelas onde o acostamento não existe, a vegetação só não toma conta do asfalto porque acaba sendo arrancada com “aparada” dos veículos. Até então, a manutenção das rodovias estaduais pavimentadas e não pavimentadas eram de responsabilidade das Agências de Desenvolvimento Regional com a transferência de recursos e de equipamentos pelo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).

No entanto, com o fechamento de 15 ADRs, entre elas as de Itapiranga e Dionísio Cerqueira (incorporadas à ADR de São Miguel do Oeste) e de Palmitos (incorporada à ADR de Maravilha), o trabalho acabou ficando à cargo do Deinfra. Em contato com a assessoria de imprensa de Paulo França, secretário de Estado da Infraestrutura e presidente do Deinfra/SC, a reportagem foi informada, por e-mail, que “a manutenção das rodovias estaduais que estava a cargo das ADR’s está sendo rediscutida no âmbito do Governo do Estado”.

Conforme a assessoria, o Deinfra deve assumir a função, mas não dispõe dos recursos necessários para atender a todas as demandas. “Há também um problema de dotação orçamentária para que o Deinfra possa investir na manutenção das rodovias estaduais”. Por fim, a assessoria disse ainda que num esforço conjunto dos órgãos responsáveis, o governo está trabalhando para resolver esta situação. “Aguardamos, portanto, um encaminhamento do governo para que as reclamações da população possam ser solucionadas”, finaliza.

O Jornal O Líder também questionou o Deinfra quanto a recém-inaugurada SC-161, entre Romelândia e Anchieta, que se tornou corredor de veículos de carga que cortam caminho para evitar rodovias federais em estado precário de trafegabilidade. No local, a falta de balança para pesagem dos veículos começa a prejudicar a malha viária. 

Em setembro passado, o superintendente Extremo-Oeste do Deinfra, Jânio Dreyer Schreiner, afirmou que instalar uma balança na rodovia era uma preocupação do órgão, mas dependia de recursos. Questionado sobre o assunto, o Deinfra/SC não respondeu à demanda, mas destacou que a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) passou a fiscalizar o trecho em março deste ano. Até então, um trecho de cerca de 20 quilômetros estava sem fiscalização policial por falta de convênio com o governo do Estado.
Foto: Camila Pompeo/O Líder

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Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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