JORNADA DUPLA - 30/04/2018 08:47 (atualizado em 30/04/2018 09:42)

De frentista à segurança, jovem mantém rotina pesada para aumentar renda

Ivan Rothmann faz parte de quase metade da população economicamente ativa do Brasil que tem feito muita hora-extra ou tem mais de um emprego para dar conta do orçamento
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Ivan Rothmann, de 27 anos, se divide entre o trabalho como frentista e segurança em uma empresa de monitoramento - Foto: Camila Pompeo/O Líder 

Para a maioria dos trabalhadores, a jornada começa cedo. Enquanto alguns fazem os cálculos de quantos minutos ainda podem permanecer na cama, outros já estão na labuta diária, em ritmo totalmente acelerado. A jornada de trabalho de Ivan Rothmann começa às 6h30, quando os primeiros raios de sol começam a aparecer. É nesse horário que o frentista de 27 anos abre as portas do posto de gasolina onde trabalha em São Miguel do Oeste e espera os primeiros clientes. 

A grande movimentação no estabelecimento logo nas primeiras horas da manhã é um aquecimento para o restante do dia, que é de jornada dupla. O frentista faz parte de quase metade da população economicamente ativa do Brasil que tem feito muita hora-extra ou tem mais de um emprego para dar conta do orçamento. O trabalho no posto de gasolina corresponde a apenas uma parte da jornada diária de Ivan. Durante a semana, o período noturno também é de muito trabalho para o jovem, que trabalha como segurança em uma empresa de monitoramento e alarmes.   

O trabalho como segurança respeita uma escala de plantão, mas Ivan precisa se desdobrar. Durante o turno ele faz rondas e monitora as residências e estabelecimentos atendidos pela empresa. No fim do período, nem sobra tempo para descansar. “É bem puxado, tem dias que pesa o cansaço. Abro o posto às 6h30 e vou até às 10h30. Retorno às 13h e fico até às 16h30. Depois vou para casa no dia que estou de serviço como segurança, tenho escala 12h x 36h, só vou pra casa, tomo banho, como alguma coisa e vou para lá, começo às 18h até às 6h. Quando termino o expediente, vou para casa, troco de roupa e vou para o posto de combustível”, conta. 

A rotina de correria de Ivan é assim já há cerca de três anos. A necessidade de aumentar a renda mensal fez com que ele fosse em busca de outro trabalho. “Já trabalhava como atendente de alarme e segurança e por necessidade, estava precisando de uma renda extra, surgiu a oportunidade. Um amigo me indiciou, disse que estavam precisando de um frentista. Nada é fácil, o custo de vida é muito alto. Se você quer ganhar mais, tem que batalhar enquanto tem força, enquanto é novo ainda”, menciona. 

Com a renda de ambos os trabalhos, apesar do cansaço, Ivan tem conseguido dar conta do esforço físico e também do orçamento. Apesar disso, ele faz planos. Quer investir nos estudos para que a jornada puxada não precise se estender por tanto tempo. “Perdi muito tempo sem estudar, se tivesse ido atrás dos estudos não precisaria estar em duas profissões. Agora estou buscando voltar a estudar, fazer um curso para ver se mais tarde abandono um dos dois serviços. Quero ter uma renda maior e não precisar passar tanto tempo trabalhando. Quanto menos estudo, mais você tem que trabalhar”, finaliza.
Ivan Rothmann, de 27 anos, se divide entre o trabalho como frentista e segurança em uma empresa de monitoramento - Foto: Camila Pompeo/O Líder 
Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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