SÃO MIGUEL DO OESTE - 30/04/2018 09:14 (atualizado em 30/04/2018 09:57)

Indústria e Comércio é responsável por 72% do movimento econômico em 2017

Conforme o secretário, Renato Romancini, as 18 maiores indústrias de São Miguel do Oeste representam 40% do movimento econômico da indústria e comércio
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Foto: Reprodução / Internet

O ano 2017 foi difícil para muitos setores da economia do país. A crise política e financeira prejudicou o crescimento do movimento econômico na maioria das cidades. Algumas, no entanto, conseguiram driblar o período de crise registrando um aumento, mesmo que pequeno dos índices. 

São Miguel do Oeste é uma dessas cidades. O aumento de 10% no movimento econômico de 2017, comparado ao de 2016, é animador tendo em vista o retorno do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O secretário de Desenvolvimento Econômico, Renato Romancini, explica que os dados referentes ao ano passado ainda não foram fechados, mas já é possível confirmar a diferença positiva de um ano para outro. 

Em São Miguel do Oeste, o setor da Indústria e Comércio é o que mais tem colaborado com o movimento econômico, representando 72% do total. Já a agricultura, que é o principal setor da economia de municípios da região, teve uma contribuição menor. “A agricultura hoje representa 14% do movimento econômico. É diferente de outros municípios da região, onde até 80% do movimento econômico está na agricultura. Mas percebemos que estamos tendo um retorno melhor na agricultura em razão dos programas que estabelecemos no ano passado”, menciona. “É bom que se diga que os dados ainda não estão fechados, mas foi um ano produtivo. Tivemos um crescimento de em torno de 10%. Se pegar a média, a maioria dos municípios teve queda do movimento econômico de 2016 para 2017 em virtude dessa crise que se instalou pelo país. Todos esses movimentos políticos e da economia impactam nos municípios. Para nós é  motivo de comemorar porque esse número vai formar o índice do retorno do ICMS do governo do Estado, então aumenta nosso índice”, explica. 

Romancini justifica que em 2005, quando foi criado o Conselho de Desenvolvimento Sustentável, começaram os trabalhos para alavancar os setores do comércio, indústria e serviço. Mas na agricultura os trabalhos de incentivo começaram depois. “Mas já vimos o retorno. A grande maioria dos programas da agricultura estão ligados à questão da nota fiscal, mesmo porque a agricultura é o setor que paga a menor taxa de imposto, então não tem porque não tirar nota”, argumenta. 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Renato Romancini – Foto: WH Comunicações 

Na indústria, conforme o secretário, o setor que mais contribui é a Agroindústria, que compreende os frigoríficos, os laticínios e as indústrias de tecnologia que prestam serviço para as agroindústrias. “Só para ter uma ideia, as 18 maiores indústrias de São Miguel do Oeste representam 40% do movimento econômico da indústria e comércio e 25% do movimento total do município”, salienta. 

Para 2018, o aumento no movimento econômico também é esperado, mas Romancini avalia que é preciso organizar os setores. “O Centro de Inovação é um ponto importante, que vai trazer um retorno interessante a São Miguel do Oeste. Temos uma proposta de, dentro desse espaço, de trazer todas as entidades para um ambiente só para começarmos de fato discutir as políticas de desenvolvimento. Temos que juntar todas as forças e desenhar o modelo ideal para São Miguel do Oeste”, finaliza.
Fonte: O Líder/Camila Pompeo
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