saúde - 05/12/2018 11:03 (atualizado em 05/12/2018 11:21)

VÍDEO: Extremo-Oeste registra 28 novos casos de HIV em 2018

Pacientes recebem todo o acompanhamento, além dos medicamentos para controlar a doença
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Enfermeira responsável pelo Departamento de IST/HIV/Aids, Juliana Pinheiro / Foto: Silvana Toldo Ruschel / 103FM

O Ambulatório IST/Aids, com sede em São Miguel do Oeste, e que atende a 21 municípios da região, registou 28 novos casos positivos de HIV em 2018. Destes, 17 são homens, sendo 5 homossexuais, e 11 mulheres, todas heterossexuais. Os principais casos foram de pessoas entre 15 a 30 anos. Ao todo, são 260 casos em acompanhamento e para cada caso confirmado de HIV existem quatro casos não identificados, ou seja, é possível que mais de mil pessoas estejam com o vírus da Aids na região e ainda não saibam. Os números foram apresentados pela enfermeira responsável pelo Departamento de IST/HIV/Aids, Juliana Pinheiro, em entrevista ao programa atualidades da 103FM, na manhã desta quarta-feira (5).

Neste ano também foram registrados oito óbitos. De acordo com a enfermeira, estes pacientes que faleceram descobriram a doença muito tarde ou pararam de fazer o tratamento.

O Brasil completou 30 anos de luta contra o HIV no dia primeiro de dezembro com o país sendo referência mundial no tratamento da doença. A AIDS ainda não tem cura, mas o tratamento disponibilizado pelo SUS ajuda a suprimir a carga viral do HIV no sangue. Com o surgimento da AIDS, na década de 80, o índice de letalidade era de 100%. Com o tratamento brasileiro o vírus do HIV fica muitas vezes indetectável no organismo tornando-se quase impossível a transmissão do mesmo. Apesar da resposta brasileira à AIDS ser referência mundial, o número de casos ainda são altos, principalmente, entre a população jovem.

O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados. Algumas semanas após a infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe (febre, dor de garganta e fadiga). A doença costuma ser assintomática até evoluir para AIDS. Os sintomas da AIDS incluem (perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes).

Uma boa adesão aos medicamentos antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações futuras.

A doença precisa ser enfrentada com dados, medicamentos, prevenção e principalmente informação.

A Secretaria de Saúde de São Miguel do Oeste e o Ambulatório IST/Aids lançaram nesta semana uma campanha sobre HIV: "Ter Aids não é bom, ter e não saber é pior. Mais respeito, menos preconceito”, acompanhe o vídeo:

Todas as segundas e quintas-feiras, das 15h às 16h, é realizado o teste rápido para quem quiser, sem pedido médico, no laboratório municipal ao lado da Delegacia Regional, basta apresentar um documento com foto. E todas as quintas-feiras, das 7h30 às 10h30, no Ambulatório IST.

Juliana destaca que outras doenças que estão voltando e preocupam a secretaria são a sífilis e as DSTs na região oral, por causa do sexo oral.

Os pacientes recebem todo o acompanhamento, além dos medicamentos para controlar a doença. Também há a distribuição gratuita de preservativos em todos os postos de saúde. Dúvidas: 3622-4216 ou na sua Unidade de Saúde referência. 

HISTÓRIA DE TODOS NÓS. Aids e agora?

Depoimentos verídicos de pacientes atendidos no Departamento de IST/Aids e Hepatites Virais...

41 anos: Descobri a 10 anos que tenho HIV. Meu marido descobriu e em uma semana morreu, me deixou com duas filhas pequenas. Quando veio meu resultado positivo meu mundo caiu. Hoje estou bem. Arrumei outro companheiro, ele está do meu lado e me apoia. Sou feliz.

36 anos: Descobri que estava grávida. Pediram vários exames entre eles HIV, fiz e deu positivo. A última vez que havia feito um exame de HIV foi na gravidez da minha filha que hoje tem 9 anos, na época deu negativo.

47 anos: Descobri pelos sintomas característicos, intensa diarreia e perda de peso. Eu tinha relação sem proteção com várias pessoas. O que me atraia era o perigo da relação. Tenho AIDS a 8 anos.

52 anos: Descobri quando fui fazer uma cirurgia aleatória e fizeram vários exames. Deu positivo para HIV, Hepatite B e ainda diabetes. Tenho o vírus do HIV a 11 anos.

62 anos: Descobri após o nascimento do meu filho, ele tinha 30 dias de vida e os médicos me comunicaram que eu não poderia mais amamentar pois eu tinha HIV. Meu filho adquiriu HIV e morreu com 10 anos. Eu tenho HIV a 20 anos.

20 anos: Na véspera do meu aniversário, em uma noite falada sobre o tão temido HIV, resolvi fazer um teste rápido. O laboratório pediu um segundo exame, foi o susto maior. O resultado final foi desesperador, medo e aflição. Com o passar dos dias aceitação. Hoje vivo consciente sobre o HIV. Sou soropositivo e sou feliz.

56 anos: Descobri a 25 anos atrás, meu filho nasceu prematuro e os médicos me pediram vários exames, entre eles o HIV que deu positivo 3 vezes. Já estive em fase terminal 6 anos após descobrir. Meu marido morreu de HIV, tenho certeza que ele me infectou, ele era usuário de drogas injetáveis.

MAIS RESPEITO, MENOS PRECONCEITO.

Fonte: Redação WH Comunicações / Silvana Toldo Ruschel
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