história do nosso povo - 04/12/2019 14:45 (atualizado em 04/12/2019 14:56)

ENTREVISTA: Livro que conta a história de São Miguel do Oeste será lançado na segunda quinzena

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Co-autor do livro “Perfil Cultural de São Miguel do Oeste” Claudemir Luiz Parmigiani / Foto: Silvana Ruschel / 103FM

O programa Atualidades, da 103FM, recebeu na manhã desta quarta-feira (4) o co-autor do livro “Perfil Cultural de São Miguel do Oeste” Claudemir Luiz Parmigiani. Durante o bate-papo ele falou sobre este projeto que iniciou há cerca de um ano, após o convite da Editora Master Glück que está desenvolvendo o projeto “A Grande Enciclopédia Catarinense”, e objetiva publicar a história oficial de todos os 295 municípios de Santa Catarina, dividido em 73 séries. Na primeira delas, foram contemplados os municípios de São Francisco do Sul, Guaramirim, Itapema e Garuva. São Miguel do Oeste, junto com outras três cidades do Extremo-Oeste, comporão a segunda série deste projeto. O trabalho também está sendo feito no Estado do Paraná. O livro de São Miguel do Oeste terá duas mil cópias nesta primeira edição. A obra também teve a colaboração de Josemar Adilson Veridiana. Parmigiani destaca que a Secretaria de Educação e a Administração Municipal não terão custos com a obra e que a comercialização será feita pela própria editora.

O escritor enfatizou a importância do Grupo WH Comunicações que instigou, por meio de matérias, reportagens e entrevistas, a população a participar deste projeto enviando histórias e fotografias antigas. “Através destas memórias também surgiu o Projeto do Marco Zero, que está previsto para ser executado no centro da cidade”, salienta.

A previsão do lançamento do livro é a segunda quinzena de dezembro. “O livro tem padrão de qualidade de impressão A, com capa dura, e foi escrito em português e inglês, trazendo histórias e potencialidades da região”, explica. Indagado sobre como seria o perfil da região, já que o nome do livro ser “Perfil Cultural de São Miguel do Oeste”, Parmigiani foi enfático em dizer que o perfil cultural da região é de vencedores.

Na obra são apresentadas muitas curiosidades, como a de que a antiga Vila Oeste, era para ter sido batizada de Montese, situação que não prosperou em virtude da extinção do Território Federal do Iguaçu (1946) dias antes do anuncio oficial. Vila Oeste foi reintegrada ao município de Chapecó, e com a criação do 15º distrito através da Lei nº 25-A de de 21 de dezembro de 1949 (Chapecó) surgiu pela primeira vez o nome de São Miguel do Oeste. Estava criado o Distrito de São Miguel do Oeste. Montese seria uma homenagem aos soldados que lutaram na segunda guerra em Monte Castelo, na Itália. “Esse livro tem o viés de aproximar os jovens e os munícipes com a sua identidade miguel-oestina”, lembra.

Este é o sexto livro de Parmigiani, e o sétimo já está a caminho e deve ser lançado em Março/2020 contando a segunda parte da história do voleibol de Guaraciaba.

MONUMENTO MARCO ZERO

O monumento Marco Zero objetiva aproximar as crianças em idade escolar, assim como jovens e a comunidade miguel-oestina em geral a conhecer e se aproximar da história de São Miguel do Oeste e região. A obra deve ser feita na Travessa Javari, no centro de São Miguel do Oeste, onde há uma cachoeira concretada, que deve ser recuperada.

Também faz parte da proposta a recuperação do riacho Guamirim onde serão adotadas medidas que diminuam os impactos ambientais existentes. Deve ser reaberta uma cachoeira de pelo menos quatro metros de altura que, com o passar do tempo, foi "apagada" da história. 

O Marco Zero será composto por uma estátua referendando Alberto Dalcanale, onde ele aponta para a árvore de cedro e a cachoeira; uma réplica referendando Gaston Benetti; uma réplica da serraria toda em tábuas; os equipamentos de uma serraria da época; uma roda que gira com a força da água; uma réplica de um moinho todo em tábuas; três estátuas representando os homens serrando as madeiras; réplica de uma junta de bois, puxando uma carroça com tronco de árvore; três menores representando as crianças brincando na cachoeira; réplica da primeira casa que abrigou Santo João Molin; uma estátua de Padre Aurélio Canzi; o barracão do imigrante que alojava os muitos que vinham do Rio Grande do Sul; réplica da primeira igreja evangélica e da primeira católica.

A prefeitura de São Miguel do Oeste já tem a autorização do proprietário do imóvel para a construção do monumento.

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Fonte: Redação WH Comunicações / Silvana Ruschel
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