TERCEIRO TEMPO - 31/03/2020 06:22 (atualizado em 31/03/2020 07:52)

Testemunha argentina, espanhol fluente e depoimentos dos "réus": a estratégia do Inter nos julgamentos do Gre-Nal da Libertadores

Jurídico colorado pediu absolvição para Moisés, Víctor Cuesta, Edenilson e Praxedes, expulsos no clássico do dia 12 de março
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Moisés (C) foi um dos expulsos colorados no clássico Mateus Bruxel / Agencia RBS

O depoimento olho no olho foi a principal estratégia do departamento jurídico do Inter nos julgamentos dos quatro jogadores expulsos no Gre-Nal da Libertadores, ocorridos na tarde desta segunda (30). Por videoconferência, os "réus" Moisés, Víctor Cuesta, Edenilson e Praxedes deram ao julgadores da Conmebol as suas versões sobre os fatos polêmicos em que se envolveram no jogo. O meia Sarrafiore também participou da audiência na condição de testemunha. Ainda não há previsão para a divulgação da sentença.

— Ficamos duas horas em videoconferência, e foi muito positivo. Nós montamos toda a logística com os atletas. Eles falaram diretamente das suas casas, como tem que ser, e cada um deles esclareceu os fatos. O Sarrafiore falou como testemunha do Cuesta e do Praxedes, pois ele se envolveu no lance e falou tudo que aconteceu de forma muito clara — explica o gerente-jurídico do Inter, Felipe Dallegrave, que acompanhou a audiência por vídeo.

A sustentação oral foi feita pelo advogado Daniel Cravo Souza, que falou em espanhol com os três membros da Comissão Disciplinar da Conmebol presentes, o paraguaio Eduardo Gross Brown, o venezuelano Amarilis Belisario e o chileno Cristóbal Valdés. Segundo o jurídico colorado, a participação de Sarrafiore não teve como critério o seu espanhol nativo. O Inter acredita que o depoimento do argentino pode ajudar a convencer os julgadores de que Víctor Cuesta e Praxedes devem ser absolvidos.

— Até ajuda a questão da língua, mas o Daniel (Cravo) tem um espanhol irretocável, segundo disse o próprio Víctor Cuesta. Foi uma escolha técnica pelo envolvimento dele no lance. O Sarrafiore não teve culpa, mas se envolveu em um choque no espírito de apartar a situação. Ele testemunhou o fato e foi muito claro e verdadeiro sobre o que todo mundo viu pelas imagens de vídeo — completou Dallegrave. 

Os artigos do Código Disciplinar da Entidade são bem amplos. Em caso de absolvição, os atletas precisarão cumprir apenas a suspensão automática de um jogo. Porém, caso os julgadores decidam por uma punição mais severa, é possível uma pena de dois a cinco jogos. Se a Comissão entender, por sua vez, que algum denunciado cometeu uma "agressão grave", a suspensão pode ser ainda maior, em uma hipótese mais extrema. 

— Esperamos o resultado o mais rápido possível, pois aparentemente a Conembol está trabalhando normalmente. Esperamos que venha a qualquer momento, mas não podemos dar uma estimativa. No último julgamento que fizemos, depois que houve a instrução, não levou mais do que dois ou três dias para a Conmebol apresentar a decisão. Mas nesta partida, são oito casos envolvidos. É difícil estimar — finalizou.

Em caso de qualquer eventual punição, caberá recurso à Câmara de Apelações da Conmebol.

Fonte: Gaúcha/ZH
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