SÃO MIGUEL DO OESTE - 06/12/2018 14:51 (atualizado em 07/12/2018 10:05)

Secretaria de Saúde realiza atividades de conscientização sobre HIV/Aids

Segundo a responsável pelo setor, enfermeira Juliana Pinheiro, foram registrados neste ano 28 novos casos de HIV na região de São Miguel do Oeste, que compreende 21 municípios
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Foto: Ascom Prefeitura de SMOeste | Divulgação
O último dia 1º de dezembro marcou os 30 anos de luta contra o HIV/Aids no Brasil. Para marcar a data, a Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Oeste realizou atividades de divulgação e conscientização na tarde desta quarta-feira (5), com distribuições de laços da campanha Dezembro Vermelho, panfletos e lixocar. No Salão Nobre, a coordenação do Departamento IST/Aids/Hepatites Virais se reuniu com os agentes de saúde e repassou as orientações a serem replicadas nas ruas e visitas domiciliares.
Foto: Ascom Prefeitura de SMOeste | Divulgação
Segundo a responsável pelo setor, enfermeira Juliana Pinheiro, foram registrados neste ano 28 novos casos de HIV na região de São Miguel do Oeste, que compreende 21 municípios. Destes 28 pacientes, 17 são homens (11 heterossexuais e 5 homossexuais) e 11 são mulheres (todas heterossexuais). A faixa predominante está entre os 15 e 30 anos. Atualmente, 260 casos são acompanhados pelo setor na região. Em 2018, foram oito óbitos. A enfermeira destaca que as mortes ocorrem, na maioria das vezes, quando a pessoa descobre que está com a doença tardiamente, ou quando para de tomar a medicação (que é gratuita e fornecida pelo Estado) por conta própria.
Os testes para diagnosticar a doença podem ser feitos gratuitamente no laboratório municipal (ao lado da Praça Belarmino Annoni) todas as segundas e quintas-feiras, das 15h às 16h; e no Departamento de IST (em frente ao Cartório), todas as quintas, das 7h30 às 10h30. Não é preciso estar em jejum. Basta levar um documento com foto e o resultado sai em poucos minutos.
O secretário municipal de Saúde, Leonir Caron, lembra que as pessoas não podem deixar de tomar os devidos cuidados para prevenir a doença, mas caso se exponham aos riscos em algum momento, devem fazer o exame o mais breve possível.
Depoimentos verídicos de pacientes atendidos no Departamento de IST/Aids e Hepatites Virais de São Miguel do Oeste:
41 anos - Descobri há 10 anos que tenho HIV. Meu marido descobriu e em uma semana morreu, me deixou com duas filhas pequenas. Quando veio meu resultado positivo meu mundo caiu. Hoje estou bem. Arrumei outro companheiro, ele está do meu lado e me apoia. Sou feliz.
36 anos - Descobri que estava grávida. Pediram vários exames, entre eles HIV. Fiz e deu positivo. A última vez que havia feito um exame de HIV foi na gravidez da minha filha que hoje tem 9 anos, na época deu negativo.
47 anos - Descobri pelos sintomas característicos, intensa diarreia e perda de peso. Eu tinha relação sem proteção com várias pessoas. O que me atraía era o perigo da relação. Tenho Aids há 8 anos.
52 anos - Descobri quando fui fazer uma cirurgia aleatória e fizeram vários exames. Deu positivo para HIV, Hepatite B e ainda diabetes. Tenho o vírus do HIV há 11 anos.
62 anos - Descobri após o nascimento do meu filho. Ele tinha 30 dias de vida e os médicos me comunicaram que eu não poderia mais amamentar pois eu tinha HIV. Meu filho adquiriu HIV e morreu com 10 anos. Eu tenho HIV há 20 anos.
20 anos - Na véspera do meu aniversário, em uma noite falava sobre o tão temido HIV e resolvi fazer um teste rápido. O laboratório pediu um segundo exame, foi o susto maior. O resultado final foi desesperador. Medo e aflição. Com o passar dos dias, aceitação. Hoje vivo consciente sobre o HIV. Sou soropositivo e sou feliz.
56 anos - Descobri há 25 anos. Meu filho nasceu prematuro e os médicos pediram vários exames, entre eles o HIV, que deu positivo 3 vezes. Já estive em fase terminal 6 anos após descobrir. Meu marido morreu de HIV, tenho certeza que ele me infectou, ele era usuário de drogas injetáveis.

REFERÊNCIA
O Brasil completou 30 anos de luta contra o HIV no dia 1º de dezembro com o país sendo referência mundial no tratamento da doença. A Aids ainda não tem cura, mas o tratamento disponibilizado pelo SUS ajuda a suprimir a carga viral do HIV no sangue. Com o surgimento da Aids, na década de 80, o índice de letalidade era de 100%. Com o tratamento brasileiro o vírus do HIV fica muitas vezes indetectável no organismo, tornando-se quase impossível a transmissão do mesmo. Apesar da resposta brasileira à Aids ser referência mundial, o número de casos ainda são altos, principalmente entre a população jovem.
O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados. Algumas semanas após a infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe (febre, dor de garganta e fadiga). A doença costuma ser assintomática até evoluir para Aids. Os sintomas da Aids incluem perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes.
Uma boa adesão aos medicamentos antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações futuras.
Foto: Ascom Prefeitura de SMOeste | Divulgação
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Fonte: Ascom Prefeitura de SMOeste
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