ressignificados - 19/04/2019 21:02

Nando Reis explora infância em disco com versões de Roberto Carlos

Álbum "Não Sou Nenhum Roberto, Mas Às Vezes Chego Perto" sai nesta sexta
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Nando Reis diz que influência de Roberto Carlos foi crucial na sua carreira musical | Foto: Reprodução / Facebook

Ao gravar o disco "Não Sou Nenhum Roberto, Mas Às Vezes Chego Perto", Nando Reis resolveu homenagear não só o Roberto Carlos, que completa 78 anos este ano, mas também trazer para as músicas arranjos inspirados em outros artistas que fizeram a cabeça do eterno titã na juventude.

Dessa maneira, o hit católico "Nossa Senhora" busca influência em "Valsa", de João Gilberto. "Guerra dos Meninos" resgata "Wigwam" de Bob Dylan e "Me Conte a Sua História", é declaradamente inspirada na black music de Isaac Hayes. "Eu relaciono Roberto Carlos com tudo que me influencia. Queira ou não, por meio dele e do Erasmo muitos da minha geração se interessaram por rock, guitarras elétricas e música estrangeira. Esse é o grade legado da Jovem Guarda", analisa Nando.

Ao lado do produtor Pupilo e do diretor musical Marcus Preto, ele vasculhou a própria formação musical e todas as fontes de influência dos primeiros anos de vida para esse álbum celebratório.

E não só isso. O ex-titã esteve em contato com músicas que já haviam ficado no passado e discos que foram até ressignificados nessa pesquisa. "O disco de 1971 tem uma grande importância na minha vida e tem pérolas como "Todos Estão Surdos" e "Debaixo dos Caracóis de Seu Cabelo", enquanto o de 78 tem "Lady Laura" e "Café da Manhã". Os dois são cruciais na minha vida. É por isso que minha escolha foi puramente emocional ao escolher o que gravaria", admite.

Outro fator levado em conta foram as melodias, que são protagonistas também na obra autoral do músico. "É inegável que trata-se da espinha dorsal da minha carreira solo e no disco não poderia ser diferente. Fui fiel às originais do Roberto. Não queria subvertê-las, mas preferi ousar na instrumentação e timbres", revela.

Embora haja certa ousadia ao mexer na forma como as músicas soam, Nando admite que o conceito sonoro do CD não terá como ser transferido aos palcos. Nos shows, ele não levará uma banda que contemple a grandiosidade do que foi feito em estúdio. "Eu vou para estarda com quatro músicos e agora o Pupilo entrou para a minha banda, na bateria. Nas apresentações, vai soar mais parecido com minha carreira solo mesmo", anuncia.

Nando não nega que o título do álbum possa parecer arrogante à primeira vista e para aqueles desavisados que não conhecem a música "Nenhum Roberto", composta por ele em 1994, e gravada por Cassia Eller.

Mas para o músico, a intenção na elaboração da frase era soar de forma jocosa e divertida. "Eu estava numa fase da carreira em que gostaria de ser um cantor popular e sofisticado, como o Roberto. Só que isso foi há 25 anos. Eu ainda estava longe der ser o Nando de 2019, imagina de ser o Roberto?", avalia. "Pode parecer estranho fazer versões, mas elas servem para formar um critério de linguagem. Foi assim que o Titãs começou, com versões. E foi assim que eu evoluí também", conclui.

Fonte: Correio do Povo
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