INSPIRAÇÃO - 09/05/2019 13:59 (atualizado em 09/05/2019 14:13)

Após seis anos na fila de adoção, professora de SMOeste celebra primeiro Dia das Mães com filho nos braços

Em novembro do ano passado, Marciana e o marido Jovani foram procurados pela assistente social do Fórum de São Miguel do Oeste com a notícia tão esperada. Uma criança se encaixava no perfil descrito pelo casal
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Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal
A professora Marciana Locatelli, de 41 anos, e o marido, Jovani Cavagnol, de 42, estiveram na fila de adoção por, pelo menos, seis anos. O casal, que está junto há cerca de 20 anos, entendeu que era o momento de ampliar a família e o desejo em comum era de que ocorresse por meio da adoção.
De lá para cá, foram inúmeros cursos e leituras, tudo em preparação para quando o grande dia chegasse. Em novembro do ano passado, o casal foi procurado pela assistente social do Fórum de São Miguel do Oeste com a notícia tão esperada. Uma criança se encaixava no perfil descrito pelo casal. 
“Tudo foi acontecendo aos poucos. Primeiro a ideia de ampliar a família, depois a preparação para a adoção, a espera, cheia de ansiedade, de medos. Quando ficamos sabendo que nosso filho havia chegado na nossa vida, foi uma coisa muito intensa, muito louca”, conta Marciana.
Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal
A LUZ DE LUCAS
O primeiro encontro com o bebê de quatro meses ocorreu em 15 de novembro e já, no dia seguinte, o menino foi levado para a casa da nova família. Desde então, passaram-se seis meses de aprendizados e muitas experiências novas. O pequeno foi batizado de Lucas, nome que os pais sempre desejaram, caso tivessem um filho menino. 
“Como ele era bebezinho, escolhemos alterar o nome, porque ele ainda não tinha criado um vínculo emocional e identitário. Sempre quisemos que, se tivéssemos um filho menino, se chamasse Lucas, porque significa ‘luz’. Lucas chegou na nossa vida depois de uma espera longa, ansiosa, com medos, angústias, como toda a espera”, relata. 
Quando Lucas chegou, Marciana e o esposo não tinham nada preparado para o enxoval da criança, pois não faziam ideia de qual idade e como seria o filho gerado no coração. A chegada do Lucas comoveu os amigos e os familiares que não mediram esforços para, cada um a sua maneira, ajudar tanto materialmente como emocionalmente.
“Nós não tínhamos nada porque não sabíamos que idade teria nosso filho quando viesse para nós. Mas tudo deu certo, tudo vai acontecendo da melhor forma possível. A gente ganhou muita coisa, todo mundo ajudou, foi uma coisa muito bonita, a família, os amigos foram ajudando cada um de uma forma, com roupinhas, com dicas. Ele foi muito bem recebido por toda a família: pelos avós, pelos ‘dindos’, pelos amigos, pelos colegas de trabalho”, recorda.
PRIMEIRO DIA DAS MÃES
Neste domingo (12), Marciana irá comemorar o primeiro Dia das Mães com o filho nos braços. A sensação será toda diferente, assim como a experiência arrebatadora que mãe e filho estão vivenciando juntos. 
“É um processo, como toda a relação, um amor que cada dia cresce, que vai sendo construído cotidianamente e que, a cada momento, é um amor maior. É intenso, é difícil e é bom ao mesmo tempo. Acredito que o Lucas veio pra ampliar, pra somar, pra ser luz na nossa vida. Acredito que família é muito mais do que laços sanguíneos. Laços sanguíneos definem parentesco e não família, ainda mais em uma sociedade plural, heterogênea como na em que vivemos. Está sendo uma experiência intensa, será meu primeiro dia das mães com filho. Quero curtir com ele, vivenciar os pequenos momentos que é o que faz a maternidade”, menciona a mãe.
Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal
Com 10 meses de idade, Lucas exige dedicação exclusiva e resignifica o sentido de amor e de responsabilidade para os mais novos papais do pedaço. Dentro de casa, ao longo dos anos junto da família é que o pequeno irá formar os traços de personalidade que serão responsáveis por quem irá se tornar e como será lembrado. Marciana diz que só quer a felicidade do filho, independente do caminho que ele vir a trilhar. 
“Quando paro pra rezar com ele, sempre peço pro universo que não importa o caminho que ele seguir, a profissão, onde ele vai morar, desde que ele siga um caminho de luz, de amor, que se encontre enquanto pessoa, que ele saiba lidar com as frustrações e saiba aproveitar as felicidades porque as duas coisas fazem parte da vida. Não adianta querer um mundo melhor se imponho a cor azul pro meu filho. O meu Lucas vai jogar bola, vai aprender a cozinhar, vai ajudar na casa, vai brincar de boneca. Eu vou acertar em tudo? Não, com certeza não. Eu vou errar. Mas eu e meu marido estamos fazendo o melhor que podemos e penso que esse é o primeiro passo pro mundo melhor”, afirma. 
Como todo o relacionamento, o convívio de Lucas e dos pais está sendo construído dia após dia, tendo por base sentimentos que só crescem. Dedicação, doação, responsabilidade e, acima de tudo, amor incondicional. “Quando ele estende os braços, quando ele sorri, quando percebemos a evolução dele, um passinho. Cada evolução é fantástica. É um amor que cresce e que se constrói a cada dia, baseado em dificuldades e superações, em crescimento. Viver é isso, aprender a lidar com as frustrações, aproveitar as alegrias e amar intensamente. Criemos nossos filhos para o amor, é isso que importa”, finaliza.
Em 2017, Marciana e o marido participaram de um ensaio à espera do filho gerado pelo coração - Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal
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Fonte: WH Comunicações / Camila Pompeo
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