EVENTO - 20/08/2019 08:48

Justiça pela Paz em Casa é tema de orientações em Cunha Porã

Programa Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar, iniciou as atividades em Maravilha em 2018, atendendo a dez municípios da região
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Evento foi aberto à comunidade no intuito de proporcionar conhecimento sobre o tema (Foto: Viviane Seben/Ascom Prefeitura) 
O Poder Judiciário de Santa Catarina, por meio da Comarca de Cunha Porã, e a Secretaria de Assistência Social, com apoio do Governo Municipal, promoveram na tarde de segunda-feira (19) uma conversa alusiva à 14ª Semana do Programa Justiça pela Paz em Casa, elaborada pelo Conselho Nacional de Justiça.

A ação também veio ao encontro do 13º aniversário da sanção da Lei Maria da Penha, em que a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social instituiu, através de Decreto de 7 de agosto de 2019, o Agosto Lilás: Santa Catarina por Elas, que teve por objetivo falar sobre a violência contra a mulher e promover ações de conscientização, orientação e proteção.

Prefeito fez abertura oficial reforçando a importância do trabalho conjunto (Foto: Viviane Seben/Ascom Prefeitura) 
A programação ocorreu em espaço cedido pela SER Auriverde e teve como público-alvo das orientações os beneficiários do serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), contando com a presença do prefeito, Jairo Ebeling, vice-prefeito, Alencar James Post, juíza de Direito, Nicolle Feller, e promotora de Justiça, Karen Damian Pacheco Pinto, ambas da Comarca de Cunha Porã. 

Integraram a mesa de honra ainda a secretária de Assistência Social, Ilhana Piazzolo, delegado de Polícia Civil, João Luiz Miotto, comandante do Grupamento de Polícia Militar de Cunha Porã, terceiro sargento Clóvis Wenzel, assim como a Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar, no ato representada pelos policiais militares, soldados Silvia Cristina Bortolanza e Diego Villa. Representantes do Legislativo e Corpo de Bombeiros também integraram o evento. 

Orientações e a função da Rede Catarina de Proteção à Mulher
Soldados Silvia e Villa ressaltaram papel da Rede Catarina na proteção das mulheres (Foto: Viviane Seben/Ascom Prefeitura) 
Durante o evento os representantes do Poder Judiciário e polícias Civil e Militar ressaltaram os tipos de violências – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, que atingem as mulheres independentemente da classe econômica ou social. 

Segundo o delegado de Polícia Civil, somente no período de janeiro a maio deste ano 26 mulheres foram vítimas de feminicídio em Santa Catarina. De acordo com a promotora de Justiça Karen Damian Pacheco Pinto, o Brasil é o 5º país com a maior taxa de feminicídio no mundo. Dados que endossam a importância da Lei Maria da Penha e, conforme a juíza Nicolle Feller, requerem a atenção para o encorajamento das mulheres em denunciarem e buscarem ajuda. 

Entre os diversos canais que podem ser usados para denúncias de violência contra a mulher está o programa Rede Catarina de Proteção à Mulher da Polícia Militar, que iniciou suas atividades em Maravilha em julho de 2018, atendendo a dez municípios da região, incluindo Cunha Porã.

De acordo com os policiais militares Silvia Cristina Bortolanza e Diego Villa, a Rede Catarina foi implantada no intuito de trabalhar a prevenção e diminuição da violência doméstica e fiscalização das medidas protetivas.

Desde sua implantação até o momento, o programa Rede Catarina teve um total de 144 acompanhamentos, dos quais 59 mulheres recusaram atendimento; outras 54 tiveram acompanhamento encerrado; e 31 mulheres ainda estão em atendimento. 

O programa, além de receber boletins de ocorrência, também auxilia em diversos encaminhamentos aos órgãos competentes. Os principais canais de denúncias de violência contra a mulher são os números: 180 e 190. Além destes, mulheres que sofrem qualquer tipo de violência ainda podem buscar apoio junto ao Poder Judiciário, Secretaria de Assistência Social, Delegacia de Polícia Civil e com a Polícia Militar.


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Fonte: Prefeitura de Cunha Porã
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