POLÍTICA - 21/10/2019 22:52 (atualizado em 22/10/2019 07:59)

Bolsonaro diz preferir que filho Eduardo permaneça no Brasil para 'pacificar' PSL

Presidente ainda não formalizou indicação do filho para embaixada nos EUA. Eduardo está envolvido na crise relacionada à disputa pela liderança do PSL na Câmara
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (21) preferir que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho dele, permaneça no Brasil para "pacificar" o PSL, partido ao qual os dois são filiados.

Bolsonaro deu a declaração em Tóquio (Japão), onde participará de uma cerimônia nesta terça (22) com o novo imperador do Japão, Naruhito. O presidente foi questionado sobre a crise no PSL, que envolve a disputa pela liderança do partido na Câmara.

Mais cedo, nesta segunda, o grupo ligado ao presidente da República conseguiu tornar Eduardo Bolsonaro o novo líder do PSL. Mas Bolsonaro já disse diversas vezes desde julho que indicará o filho para a Embaixada do Brasil em Washington (EUA).

"O Eduardo vai ter que decidir nos próximos dias, talvez antes de eu voltar ao Brasil, se ele quer ter seu nome submetido ao Senado para a embaixada ou não. Porque agora, se ele firmar, no meu entendimento não vou interferir porque se der certo, tudo bem, se der errado: 'Pô, pai, qual é'. Vai ter que decidir se quer se submeter ou não", disse o presidente.

Questionado, então, o que é mais "estratégico", Bolsonaro respondeu: "No meu entender, ele ficar lá, ficar no Brasil. Ficar no Brasil, pacificar o partido dele, ver o que pode [inaudível] teve gente ali que foi para o excesso."

A indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada ainda não foi formalizada pelo presidente da República. Se confirmada, precisará ser aprovada pelo Senado.

Até então, Bolsonaro vinha afirmando que, mesmo com a crise no PSL, a decisão de indicar Eduardo para a embaixada estava mantida.

Crise do PSL

A crise no PSL se tornou pública em 8 de outubro, quando Bolsonaro pediu a um apoiador para "esquecer" o partido porque o presidente da legenda, Luciano Bivar, está "queimado para caramba".

Desde então, o grupo aliado a Bolsonaro e a ala de Bivar passaram a travar uma disputa pela liderança do PSL. Enquanto o presidente da República articulou a nomeação de Eduardo Bolsonaro, a ala de Bivar queria manter o deputado Delegado Waldir (PSL-GO).

Para a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), agora ex-líder do governo, o Palácio do Planalto tentou dar um "golpe" no PSL nesse episódio da liderança.

Na semana passada, em meio a essa crise, Waldir afirmou que iria "implodir" Bolsonaro, mas depois recuou e, em seguida, voltou a criticar o presidente.

Para Eduardo Bolsonaro, novo líder do PSL, o presidente da República não pode estar sujeito à "bipolaridade" do Delegado Waldir.
Fonte: TV Globo e G1
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