OBA - 08/11/2019 23:42 (atualizado em 09/11/2019 21:05)

Alunos do IFSC de São Miguel do Oeste conquistam Mostra Brasileira de Foguetes

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Foto: Divulgação
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Os alunos Daniel Gasperin, Jordana Gonzatto e Luísa Garlet Paglioza, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), câmpus de São Miguel do Oeste, representaram a instituição na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). As disputas ocorreram nesta quarta e quinta-feira (6 e 7/11), no Rio de Janeiro. O grupo realizou uma Vakinha Online para arrecadar recursos para conseguir pagar a inscrição no evento e custear as passagens. E o Grupo WH Comunicações acompanhou de perto esta história. Acompanhe a entrevista aqui.

A equipe contou com o apoio do servidor do IFSC, Bruno Schlichting, que os acompanhou na viagem. Em um bate-papo com a nossa reportagem, Bruno contou detalhes desta aventura. Ele explica que os alunos levaram dois foguetes para a competição: um mais confiável com ponta de latão e outro adaptado com uma ponta de material plástico. "Optamos por levar foguetes diferentes, pois anteriormente não era permitido metal nos foguetes e estávamos com receio de não poder lançar o ponta de latão, mas chegando lá vimos que estava autorizado o uso do foguete. As raias estavam abertas, mas ninguém queria ser o primeiro a lançar, depois de atazanar o Dani, a Jordana e a Luísa, eu consegui convencer eles a lançar o foguete. O lançamento foi muito emocionante, algumas equipes já tinham lançado, mas os foguetes tinham feito um péssimo voo. Depois do nosso lançamento a brincadeira realmente ficou séria, deu um ânimo gigantesco para todos nós. Atingimos 230 metros, mesmo com uma pressão muito inferior devido ao vinagre e bicarbonato diferentes dos que usávamos atingimos 100psi de pressão (nos testes em casa atingíamos 140-150psi)", recorda o Bruno.

Após o primeiro lançamento eles tinham um pouco de tempo livre e foram ensaiar a apresentação. "Foram maravilhosos, ótima dicção e deram um show de conhecimento sobre o foguete, a base e os procedimentos. Eles eram avaliados por tudo isso", orgulha-se.
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A distância não era tudo que contava no lançamento. A direção e estabilidade também eram fatores importantes. "São as coisas mais difíceis de controlar, pois dependem da aerodinâmica do foguete e da estabilidade da base. A distância era marcada por uma linha perpendicular. A raia com várias retas paralelas, medindo de 25 em 25 metros. Então se o foguete voa 200 metros, mas numa trajetória que não seja perpendicular às raias de lançamento a distância medida vai ser menor que a distância obtida", explicam.

O segundo lançamento foi na quinta-feira e a equipe do IFSC estava com medo de lançar o foguete com ponta de latão, pois ele sofreu um impacto muito grande depois do primeiro lançamento. Decidimos utilizar o foguete com ponta de poliacetal pela primeira vez. "Infelizmente o centro de massa dele não estava deslocado o suficiente para a frente do foguete e ele foi pouco mais de 50 metros. Ele desestabilizou durante o voo e acabou caindo, algo que já prevíamos que poderia acontecer, mas o risco do ponta de latão explodir e machucar alguém era muito grande", contam.

Durante o evento, os estudante realizaram duas oficinas de foguetes movidos a combustível sólido. "Estas aulas foram incríveis, estou louco para aplicar elas em São Miguel do Oeste para estimular a gurizada, além de várias palestras sobre o tema", diz Bruno.

Durante a cerimônia de encerramento foi realizada a premiação dos campeões que eram os foguetes que conseguiam vencer o desafio da mostra; dos vices, que por algum motivo não conseguiram atingir a metragem proposta; e os troféus de menção honrosa para os times que não atingiram os 100 metros. "Eu posso afirmar uma coisa, esta Mostra nos deu muito ânimo. Já temos ideia de voltar ano que vem com um foguete de dois estágios, onde um foguete lança o outro no meio do ar. Ah, eu também competi contra os professores com os foguetes fabricados nas oficinas, acabei ficando em segundo lugar no foguete de papel com quase 200 metros. E na segunda competição meu foguete não foi encontrado, suspeito que ele tenha explodido no ar", finaliza.

Nas redes sociais, o professor Evandro Cunha, homenageou a conquista dos alunos:

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Fonte: Redação WH Comunicações / Silvana Ruschel
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