INFRAESTRUTURA - 10/12/2019 09:30

SC tem média elevada de acidentes em rodovias estaduais e federais

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O Estado de Santa Catarina continua com uma infraestrutura deficiente e em processo de deterioração, especialmente em relação a situação das rodovias federais e estaduais. Mas também carece de portos ligados por ferrovias, necessidade urgente de novos aeroportos em Navegantes e Chapecó e imediata dragagem dos portos de Itajaí e Itapoá.

Este cenário foi descrito com números e informações atualizadas pelo presidente da Fiesc, Mário Cezar de Aguiar, e pelo diretor executivo da Câmara de Transporte e Logística, Egidio Martorano, durante a apresentação da Agenda Estratégica de Infraestrutura para 2020.

A liberação de recursos federais em 2019 também revela grande déficit de Brasília com Santa Catarina. O orçamento da União e o PAC previam para este ano 670 milhões de reais. Foram liberados 457 milhões, o que representa 68% do total. 

O problema é que desse total 457 milhões, 42% são referentes a restos a pagar, portanto, sem qualquer nova obra federal no Estado.

Durante sua palestra, o presidente da Fiesc mostrou com dados incontestáveis a importância de investimentos em portos, pelo impacto econômico nas regiões e aumento da receita da União, Estados e Municípios.  A Portonave, por exemplo, é responsável por 45% de toda a arrecadação de ISS da Prefeitura de Navegantes.

Sobre a deterioração das estradas federais e estaduais, a Agenda Estratégia conclui que Santa Catarina é líder nacional em número de acidentes e vítimas fatais nas rodovias federais brasileiras. Nas federais a maior concentração da tragédia rodoviária acontece na Grande Florianópolis. Já nas estradas estaduais o mapa está mais distribuído pelo Estado, inclusive, na região oeste, onde o estado do pavimento é péssimo.

Em 2018, registraram-se 8478 acidentes nas rodovias federais, com 387 mortos, e 7.409 nas estradas estaduais com 228 pessoas mortas.

O mais grave no levantamento está na falta de perspectiva para atender necessidades de infraestrutura rodoviária e melhoria das estradas para evitar esta carnificina nas estradas.

O orçamento da União para 2020 prevê apenas 120 milhões de reais para infraestrutura.  O Estado precisaria, no mínimo de 2 bihoes e 890 milhões de reais. Poderá receber apenas 4% do que precisa.

Quer dizer: se o PIB não melhorar substancialmente e se não houver mobilização das forças politicas e econômicas do Estado, com forte pressão sobre o governo federal, o cenário desolador só tende a piorar.

Fonte: NSC / Moacir Pereira
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