ENTREVISTA - 23/02/2021 14:11

Fecomércio se posiciona contra o lockdown: "As empresas não são indutoras de Covid-19", diz presidente

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Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio-SC, diz que empresas seguem os rígidos protocolos de prevenção à Covid-19 (Foto: Divulgação)
Com o crescimento acelerado da Covid-19 há um movimento no país de cidades adotando restrições para deslocamento de pessoas. Algumas estão até optando pelo lockdown. Mas a Federação das Empresas de Comércio, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) mantém posição contra a medida. A afirmação é do presidente da entidade, Bruno Breithaupt. A razão principal é que as empresas estão adotando todos os protocolos recomendados pelos órgãos de saúde e isso tem funcionado contra a proliferação do vírus. As causas da disseminação da doença são os encontros sociais e aglomerações, na opinião dele.

Por que a Fecomércio-SC tem se posicionado contra lockdown?
Sempre defendemos o rígido uso dos protocolos de segurança. Na semana passada, eu fiz contato com alguns empresários e também dentro do próprio Sesc e do Senac. Eles asseguraram que as empresas não são indutoras de infecção de Covid-19. Elas previnem porque desde o início elas se conscientizaram da necessidade do uso de todos os protocolos físicos de segurança. Além disso, a partir do momento em que um funcionário apresenta febre, dor de cabeça ou qualquer sintoma da Covid-19, ele é isolado em casa e orientado a procurar o setor de saúde para ver se está com Covid. Esse trabalho está sendo feito com maestria pelas empresas.

Quais são as principais causas do crescimento de casos de Covid-19 no Estado, na sua opinião?
O que se observa são encontros sociais e concentração de pessoas que estão fazendo com que a Covid-19 tenha se alastrado e tomado essa proporção. Essa é a minha visão, é aquilo que eu tenho observado e também escutado de outros empresários, outras pessoas que se predispõe a discutir sobre esse assunto. Não é a atividade empresarial, não são as empresas, os funcionários das empresas que estão disseminando Covid. Eles estão trabalhando, têm que trabalhar. Infelizmente, a sociedade ainda não se conscientizou de que é necessário evitar concentração de pessoas. A gente está convivendo com esse coronavírus que já está na terceira ou quarta edição. Ele virou um transformer.

O que o senhor pensa sobre outra medida restritiva, o toque de recolher?
É preciso evitar concentração de pessoas, mas a atividade empresarial tem que continuar sob forte e rígido uso dos protocolos de segurança, com uso de álcool gel, máscara e distanciamento das pessoas nas empresas. É preciso adotar os protocolos de prevenção que têm funcionado. As pessoas têm que se conscientizar de que o momento é de grande dificuldade. É preciso sair menos de casa, cada um fazer a sua parte, aí as coisas vão funcionar. Agora, nos fins de semana as pessoas têm que ficar em casa, não podem ficar passeando. Essa é a realidade até que a intensidade dessa infecção caia. É preciso controle total. Por exemplo, não precisa ir toda a família no supermercado. É o trabalho individual de casa, um conscientizando o outro da necessidade de se resguardar. Todos os protocolos têm que ser obedecidos.

Vocês notaram queda nas vendas no comércio em função dessa nova onda de Covid-19?
É difícil dizer. Temos atividades que ainda não estão funcionando nas suas plenitudes. E agora está sendo avaliado o pagamento de auxílio emergencial. Vem em momento que vai ajudar a economia a reagir um pouco. Toda essa situação, de certa forma, prejudica as empresas de um modo geral. Estamos vivendo uma época de exceção. O cenário melhoraria com a aplicação mais rápida de vacinas.
Fonte: Estela Benetti/ DC
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