VIVA BEM - 14/08/2020 13:51

DISPEPSIA FUNCIONAL: “Má Digestão” ou “Gastrite Nervosa”

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Débora Campello – Divulgação / Hospital Regional

A Dispepsia é um conjunto de sintomas comuns a vários diagnósticos de patologias digestivas. Os Sintomas Dispépticos ocorrem em 25% da população anualmente, correspondendo à queixa mais prevalente nos consultórios de Gastroenterologia.

Entre as pessoas que apresentam Dispepsia, apenas 25% terão uma causa orgânica identificada para justiçar os sintomas. Os outros 75%, ou seja, a grande maioria, serão portadores de Dispepsia Funcional, quando os sintomas acontecem por mau funcionamento do aparelho digestivo superior sem fator orgânico ou estrutural associado.

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Para a definição diagnóstica se a Dispepsia está relacionada à causa orgânica mais importante ou grave ou trata-se de Dispepsia Funcional, é necessária uma investigação clínica, laboratorial e através de exames complementares onde a Endoscopia Digestiva tem papel fundamental e, por vezes, indispensável. Através da Endoscopia Digestiva podem-se excluir gastrites graves, lesões malignas ou pré-malignas, Doença do Refluxo e a presença da bactéria Helicobacter pylori.

Entende-se por Dispepsia ou Sintomas Dispépticos:

plenitude pós-prandial; aquela sensação de ter ingerido um absurdo e volumoso banquete mesmo após ter comido apenas três colheres de arroz ou um inocente copo de suco.

saciedade precoce; mal começa a refeição e já surge uma sensação de peso abdominal e satisfação incompatível com o volume ingerido.

dor ou queimação epigástrica; a famosa dor na “boca do estômago”

náuseas, vômitos, “queimação” ou azia;  embora mais vistos na Doença do Refluxo e não tão frequentes na Dispepsia, estes sintomas podem surgir em pacientes dispépticos.

A Dispepsia Funcional tem comprovados fatores genéticos envolvidos, ou seja, a pessoa nasce com predisposição para desenvolver a doença. Os portadores de Dispepsia apresentam alteração e lentidão do esvaziamento gastroduodenal, hipersensibilidade das vísceras e até alterações da microbiota intestinal. 

O tratamento envolve uma abordagem multifatorial com medicamentos que inibam a produção do ácido clorídrico, medicamentos que auxiliem na motilidade digestiva e, por vezes, antidepressivos que atuem na hipersensibilidade visceral superior. O controle e cuidados alimentares são fatores preponderantes para a melhora dos sintomas e manutenção de períodos sem crises. Hábitos de vida saudáveis e atividade física regular sempre serão incentivados pelo Gastroenterologista.

A infecção pelo Helicobacter pylori, embora não seja causa exclusiva ou determinante da Dispepsia, quando tratada e erradicada a bactéria observa-se significativa melhora dos sintomas. Todos os pacientes com queixas dispépticas devem ser testados e tratados para Helicobacter pylori.

Sendo uma doença crônica, a Dispepsia Funcional pode ser controlada, mas não curada. As crises, embora às vezes esporádicas, recorrem ao longo da vida do paciente tornando-se de suma importância a avaliação e, sobretudo acompanhamento com o médico Gastroenterologista. 

Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste
Débora Campello – Médica (CRMSC 12962) | Gastroenterologista (RQE 7124) | Hepatologista (RQE 15575) | Clínica Médica (RQE 6302)
Diretora técnica - Katia Bugs – médica - CRM 10375 – Nefrologista - RQE 5333


Fonte: Ascom Hospital Regional
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