O tema foi destaque no Atualidades, desta sexta-feira (30), com a participação da enfermeira da Qualidade, Anielly Anschau, e da gerente de Enfermagem do Pronto-Socorro, Ortopedia e Núcleo Interno de Regulação (NIR), Maura Brugnerotto.
O projeto é desenvolvido pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e tem como principal objetivo reduzir a superlotação hospitalar, aprimorando fluxos e processos em áreas como pronto-socorro, internação, exames diagnósticos, centro cirúrgico e UTI.
Metodologia foca eficiência e melhoria dos processos
“O projeto faz uma análise detalhada de todo o percurso do paciente dentro do pronto-socorro, identificando o tempo de valor e o tempo de espera. A partir disso, buscamos tornar os processos mais ágeis, eficientes e seguros, impactando diretamente na qualidade do atendimento”, explicou.
Projeto terá duração de 18 meses
Os consultores da Beneficência Portuguesa estiveram no Hospital Regional no início do mês, dando início oficial ao projeto, que terá duração total de 18 meses. Estão previstas visitas presenciais bimestrais, encontros remotos, treinamentos e capacitações.
Seis profissionais do HRTGB participarão de capacitações presenciais em Brasília, sendo dois já treinados e outros quatro com viagem prevista para fevereiro. Os treinamentos envolvem gestão de alta performance, metodologia Lean e ferramentas de engenharia de processos.
A gerente de Enfermagem, Maura Brugnerotto, destacou que o Pronto-Socorro do Hospital Regional é porta aberta e atende pacientes de mais de 30 municípios, abrangendo uma população superior a 300 mil pessoas.
“Mesmo que a superlotação não seja constante, sempre há processos que podem ser aprimorados. O projeto é muito minucioso e avalia desde o tempo de coleta de exames até a reavaliação médica e a destinação do paciente”, ressaltou.
Metodologia poderá ser expandida para todo o hospital
“A emergência é nosso projeto piloto, mas a ideia é disseminar essa cultura de melhoria contínua em todo o hospital, envolvendo todos os setores, da limpeza à tecnologia da informação”, reforçou Anielly.
“O paciente precisa passar pelo pronto-socorro e seguir o fluxo correto, seja para alta, internação ou transferência. Isso só é possível com o comprometimento de toda a instituição.”