A contadora Pâmela Janete Schons participou do Atualidades nesta quarta-feira (25) e esclareceu as principais dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026, que começou no dia 23 de março e segue até 29 de maio.
Segundo ela, um dos principais erros dos contribuintes é acreditar que já está isento neste ano e, por isso, não precisa declarar. No entanto, a regra atual ainda considera os rendimentos de 2025.
“Mesmo quem acha que está isento precisa declarar, porque a declaração é referente ao ano anterior. A nova faixa de isenção só passa a valer no próximo ano”, explicou.
De acordo com a especialista, pessoas que tiveram renda anual acima de R$ 35 mil em 2025 devem prestar contas à Receita Federal. A falta de envio pode gerar problemas, como o bloqueio do CPF.
O período de entrega vai até o dia 29 de maio, uma sexta-feira. A orientação é não deixar para os últimos dias.
“Quem deixa para a última hora pode ter dificuldades e acabar enviando a declaração com erros ou incompleta”, alertou.
Entre as mudanças deste ano, estão:
- Obrigatoriedade de declarar ganhos com apostas online (bets);
- Maior cruzamento de dados pela Receita Federal;
- Inclusão automática de informações na declaração pré-preenchida;
- Possibilidade de devolução automática de imposto para quem teve retenção, mesmo abaixo do limite, desde que tenha chave Pix CPF.
Outro ponto de atenção é a conferência dos dados.
“Mesmo com a declaração pré-preenchida, é essencial revisar todas as informações. Podem existir erros”, destacou.
A contadora também alertou para o aumento de golpes durante o período de declaração.
Entre os principais cuidados estão:
- Desconfiar de contatos por WhatsApp com números desconhecidos;
- Não compartilhar senha Gov.br;
- Preferir o uso de procuração para contadores de confiança.
A especialista reforçou ainda que contribuintes podem destinar parte do imposto para fundos municipais, como o Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e o Fundo do Idoso.
“É uma forma de manter o recurso no próprio município e ajudar projetos locais”, afirmou.
Por fim, a recomendação é buscar orientação profissional para evitar erros e cair na malha fina.
“A declaração hoje não é só lançar dados, é analisar informações. Isso faz toda a diferença para evitar problemas com a Receita”, concluiu.