CUIDADO COM O LEÃO - 25/03/2026 13:46 (atualizado em 25/03/2026 13:51)

Imposto de Renda 2026: especialista alerta para prazo e risco de CPF bloqueado por falta de declaração

Prazo vai até 29 de maio e contribuintes devem ficar atentos às regras; isenção maior só vale para o próximo ano
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A contadora Pâmela Janete Schons participou do Atualidades nesta quarta-feira (25) e esclareceu as principais dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026, que começou no dia 23 de março e segue até 29 de maio.

Segundo ela, um dos principais erros dos contribuintes é acreditar que já está isento neste ano e, por isso, não precisa declarar. No entanto, a regra atual ainda considera os rendimentos de 2025.

“Mesmo quem acha que está isento precisa declarar, porque a declaração é referente ao ano anterior. A nova faixa de isenção só passa a valer no próximo ano”, explicou.

De acordo com a especialista, pessoas que tiveram renda anual acima de R$ 35 mil em 2025 devem prestar contas à Receita Federal. A falta de envio pode gerar problemas, como o bloqueio do CPF.

O período de entrega vai até o dia 29 de maio, uma sexta-feira. A orientação é não deixar para os últimos dias.

“Quem deixa para a última hora pode ter dificuldades e acabar enviando a declaração com erros ou incompleta”, alertou.

Entre as mudanças deste ano, estão:

  • Obrigatoriedade de declarar ganhos com apostas online (bets);
  • Maior cruzamento de dados pela Receita Federal;
  • Inclusão automática de informações na declaração pré-preenchida;
  • Possibilidade de devolução automática de imposto para quem teve retenção, mesmo abaixo do limite, desde que tenha chave Pix CPF.

Outro ponto de atenção é a conferência dos dados.

“Mesmo com a declaração pré-preenchida, é essencial revisar todas as informações. Podem existir erros”, destacou.

A contadora também alertou para o aumento de golpes durante o período de declaração.

Entre os principais cuidados estão:

  • Desconfiar de contatos por WhatsApp com números desconhecidos;
  • Não compartilhar senha Gov.br;
  • Preferir o uso de procuração para contadores de confiança.

A especialista reforçou ainda que contribuintes podem destinar parte do imposto para fundos municipais, como o Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e o Fundo do Idoso.

“É uma forma de manter o recurso no próprio município e ajudar projetos locais”, afirmou.

Por fim, a recomendação é buscar orientação profissional para evitar erros e cair na malha fina.

“A declaração hoje não é só lançar dados, é analisar informações. Isso faz toda a diferença para evitar problemas com a Receita”, concluiu.

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Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
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