A possibilidade de um Super El Niño nos próximos meses já mobiliza a Defesa Civil de São Miguel do Oeste. Durante entrevista ao programa Atualidades, nesta segunda-feira (04), o coordenador municipal, Wuillian Lanza, destacou que o fenômeno climático deve provocar impactos significativos, especialmente no Sul do Brasil.
Segundo ele, os dados meteorológicos apontam para um cenário consistente de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, condição que caracteriza o El Niño em intensidade elevada. “As previsões são baseadas em estudos técnicos e estações meteorológicas. O índice de acerto é muito alto, então trabalhamos sempre com foco na prevenção”, explicou.
Riscos aumentam com chegada da primavera
De acordo com o coordenador, os efeitos do fenômeno devem começar a ser sentidos entre maio e junho, mas o período mais crítico está previsto para a primavera, principalmente entre setembro e novembro.
Entre os principais riscos estão:
- Tempestades intensas
- Queda de granizo
- Alagamentos
- Deslizamentos de terra
- Possibilidade de microexplosões e até tornados
“É um cenário que pode gerar muitos transtornos. Por isso, a prevenção agora faz toda a diferença”, alertou.
Pequenas ações podem evitar grandes prejuízos
A Defesa Civil reforça que atitudes simples por parte da população podem reduzir significativamente os impactos. Entre as principais orientações estão:
- Limpeza de calhas e bueiros
- Revisão de telhados, especialmente fixação de telhas
- Manutenção de sistemas de drenagem
- Evitar construções ou plantações em áreas de risco
Wuillian destacou que problemas aparentemente pequenos, como um prego solto no telhado, podem causar grandes danos durante temporais. “Às vezes, uma única telha que se solta pode comprometer toda a cobertura da casa”, explicou.
Estrutura reforçada para resposta rápida
O município também vem se preparando para possíveis ocorrências. Segundo o coordenador, São Miguel do Oeste conta hoje com uma das maiores estruturas de resposta da região, incluindo:
- Equipes ampliadas
- Máquinas e equipamentos
- Uso de drones para monitoramento
- Estoque de materiais como lonas e telhas
Além disso, há planejamento para assistência rápida à população em caso de desastres, como já ocorreu anteriormente, quando centenas de residências foram atendidas em curto prazo.
Áreas de risco são monitoradas
A Defesa Civil também mantém o monitoramento constante de áreas consideradas de risco no município, como regiões com possibilidade de deslizamentos.
Famílias que vivem nesses locais estão sendo gradativamente realocadas por meio de programas habitacionais, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades no futuro.
Alerta também para o meio rural
No interior, a orientação é que produtores se antecipem:
- Armazenando água
- Garantindo alimento para os animais
- Evitando plantio em áreas suscetíveis a alagamentos
Prevenção é a principal ferramenta
A principal mensagem da Defesa Civil é clara: agir antes é fundamental.
“Quando fazemos um alerta, é para evitar que o pior aconteça. A gente trabalha sempre esperando que não aconteça, mas preparado caso aconteça”, finalizou Wuillian.