UPA 24 HORAS - 05/05/2026 13:37

Diretora da UPA 24H destaca atendimento humanizado e reestruturação da unidade

Unidade passa por reestruturação, amplia equipe e reforça protocolos para qualificar atendimento à população
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A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas) de São Miguel do Oeste realizou 12.477 atendimentos apenas no primeiro trimestre de 2026, com uma média mensal de aproximadamente 4.400 a quase 5 mil pacientes. Os dados foram apresentados pela diretora da unidade, Kelin Signor, durante entrevista ao programa Atualidades desta terça-feira (05).

Segundo Kelin, que está há cerca de sete meses à frente da UPA, o período tem sido marcado por reestruturação, organização interna e melhorias nos serviços prestados. “Estamos dando continuidade aos atendimentos com novos desafios e implantando processos para qualificar ainda mais o serviço à população”, destacou.

Alta demanda diária e reforço na equipe

A unidade atende entre 170 e 220 pessoas por dia, funcionando 24 horas com portas abertas para toda a população, inclusive de municípios vizinhos — embora cerca de 90% dos atendimentos sejam de moradores de São Miguel do Oeste.

Para dar conta da demanda, a UPA ampliou o quadro de profissionais, contando atualmente com 22 profissionais de enfermagem, além de médicos em regime de plantão contínuo. Até a meia-noite, dois médicos realizam atendimentos simultaneamente, enquanto no período da madrugada permanece um profissional.

A estrutura também inclui enfermeiros coordenadores, equipe do SAMU integrada à unidade, motoristas para ambulância e suporte em transferências.

Exames e diagnóstico rápido

Entre os avanços, a diretora destaca a disponibilidade de exames laboratoriais e raio-x dentro da própria unidade, garantindo maior agilidade. “Em cerca de duas horas, o paciente já sai com resultado, diagnóstico e encaminhamento ou resolução do caso”, explicou.

Classificação de risco organiza atendimentos

A UPA adotou o Protocolo Catarinense de Classificação de Risco, que define a prioridade de atendimento conforme a gravidade de cada caso. A triagem é realizada por enfermeiros capacitados.

De acordo com os dados, cerca de 70% dos atendimentos são considerados de menor urgência, o que impacta diretamente no tempo de espera. “Casos mais graves têm prioridade, o que pode gerar demora para pacientes com menor risco”, ressaltou Kelin.

Orientação à população sobre o fluxo de atendimento

A diretora reforça que, sempre que possível, a população deve buscar inicialmente as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A UPA deve ser procurada em situações de urgência e emergência, enquanto casos mais graves são encaminhados ao hospital regional.

Apesar disso, ela enfatiza que nenhum paciente é recusado. “Todos que procuram atendimento são acolhidos, sem julgamento. Sabemos que quem vem até a unidade realmente precisa”, afirmou.

Foco na humanização e melhoria contínua

Entre as prioridades da gestão estão a humanização do atendimento, a implantação de protocolos assistenciais e o monitoramento constante de indicadores de desempenho.

A unidade também passa por adequações estruturais e melhorias exigidas por órgãos de vigilância, além do fortalecimento dos processos internos.

“Nosso compromisso é transformar a demanda em resposta, os desafios em melhorias e oferecer um atendimento com qualidade, respeito e responsabilidade”, concluiu a diretora.

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Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
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