O Dia Nacional de Adoção, lembrado nesta segunda-feira (25), foi tema de um bate-papo no programa Atualidades desta terça-feira (26), que recebeu representantes do Grupo Unidos pelo Coração, de São Miguel do Oeste. A presidente da entidade, Rose Finato, e a secretária, Mônica Marangon, falaram sobre a importância do trabalho desenvolvido pelo grupo, criado em 2017 para apoiar pretendentes à adoção e promover informação sobre o tema.
Segundo Rose, a proposta do grupo é justamente oferecer acolhimento, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas em encontros realizados a cada dois meses. Ela destacou que a adoção ainda é cercada por preconceitos e desinformação, o que reforça a necessidade de levar o assunto à comunidade.
Mônica explicou que o processo de adoção começa na Vara da Infância do município, com a entrega da documentação necessária, participação em curso obrigatório e avaliações psicológicas e sociais. Só depois dessa etapa o pretendente entra oficialmente no Cadastro Nacional de Adoção. Ela lembrou que o procedimento pode levar meses, e em alguns casos até cerca de um ano.
Durante a entrevista, as convidadas também desmistificaram algumas crenças comuns sobre adoção. Entre elas, a ideia de que é preciso ser casado, ter casa própria ou possuir alta renda para adotar. De acordo com elas, o mais importante é ter disponibilidade emocional, responsabilidade e condições básicas para oferecer uma família acolhedora.
Outro ponto abordado foi a questão da faixa etária. As representantes afirmaram que houve mudança no cenário nacional e que hoje há maior aceitação de crianças mais velhas, inclusive acima dos 7 anos. Ainda assim, adolescentes e crianças com necessidades especiais seguem sendo os perfis com maior dificuldade de colocação.
Rose também comentou uma atualização recente no perfil de adoção, com a ampliação para casos de doenças tratáveis, o que, segundo ela, representa um avanço importante e demonstra mais sensibilidade no processo.
Ao final, o grupo reforçou que está aberto não apenas a pretendentes, mas também a familiares, amigos e demais pessoas interessadas em conhecer melhor a realidade da adoção. O contato pode ser feito pelas redes sociais do GAA Unidos Pelo Coração, onde também são divulgados os encontros e orientações.