SÃO MIGUEL DO OESTE - 07/08/2026 13:26 (atualizado em 07/08/2026 13:30)

Agosto Lilás: rede de proteção reforça ações de combate à violência contra a mulher em São Miguel do Oeste

Campanha nacional ganha programação especial no município, com atendimento, orientação e atividades voltadas à conscientização e ao fortalecimento das mulheres
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Foto: Enzo Zotta / WH Comunicações

A campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, foi tema de entrevista no programa Atualidades, da Rádio 103 FM, nesta sexta-feira (7). Participaram do bate-papo a vereadora licenciada e atual secretária municipal Andréia Rebelato e a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de São Miguel do Oeste, Marília Munerolli.

A data da entrevista marcou também os 20 anos da criação da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência no Brasil.

Segundo Andréia Rebelato, o mês de agosto é um período de intensificação das ações de conscientização, divulgação dos canais de denúncia e fortalecimento da rede de atendimento, embora o trabalho de proteção às mulheres aconteça durante todo o ano.

“É um trabalho silencioso realizado durante todos os meses. O Agosto Lilás vem para reforçar a informação, levar conhecimento às mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas”, destacou.

A coordenadora do CREAS, Marília Munerolli, explicou que o órgão atua diretamente no atendimento às mulheres vítimas de violência, oferecendo acolhimento, orientação e acompanhamento especializado.

Durante a entrevista, Marília ressaltou que o aumento nos registros de atendimento não significa necessariamente que a violência esteja aumentando, mas demonstra que mais mulheres estão buscando ajuda e se sentindo protegidas para denunciar.

Segundo dados apresentados por ela, o número de atendimentos realizados pelo CREAS dobrou entre 2024 e 2025, resultado que, conforme a coordenadora, está relacionado ao fortalecimento da rede de proteção e ao maior acesso à informação.

“A violência sempre existiu. O que mudou é que hoje muitas mulheres sabem que existe uma estrutura de apoio e que podem procurar ajuda”, afirmou.

A rede de proteção envolve diferentes setores, incluindo assistência social, saúde, forças de segurança pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Rede Catarina, DPCAMI e demais instituições parceiras.

Programação do Agosto Lilás

Uma das principais ações da programação será realizada na terça-feira (11), com a presença do Ônibus Lilás em São Miguel do Oeste.

A atividade inicia às 8h30, com uma carreata saindo do trevo do município, seguida pelo atendimento na Praça Central, na área coberta, das 9h às 16h, sem intervalo ao meio-dia.

O espaço contará com diversos serviços e orientações, incluindo:

  • Atendimento jurídico com a OAB Por Elas;
  • Práticas Integrativas e Complementares (PICS), em parceria com a Secretaria de Saúde;
  • Testagens rápidas;
  • Orientações do CREAS e da Secretaria de Assistência Social;
  • Participação da Rede Catarina e DPCAMI;
  • Atividades voltadas ao empreendedorismo feminino;
  • Apoio da Sala do Empreendedor e do Núcleo da Mulher Empresária;
  • Apresentação e comercialização de produtos dos clubes de mães;
  • Cuidados visuais com o Lions Club Lionesses;
  • Mateada;
  • Brinquedos e atividades para crianças.

Também será disponibilizado transporte para mulheres do interior que desejam participar da programação.

Além do evento na Praça Central, a Secretaria de Assistência Social também programou encontros descentralizados, como o Chá do Agosto Lilás, com atividades voltadas às comunidades do interior e usuárias dos serviços da assistência social.

Para encerrar a programação, no dia 24, será realizado o segundo Fórum do Agosto Lilás, no Salão Nobre da Prefeitura, levando informações sobre prevenção da violência contra a mulher para servidoras municipais.

Durante a entrevista, as participantes reforçaram que a violência contra a mulher não se limita à agressão física. Também existem formas de violência psicológica, patrimonial, financeira e institucional, que precisam ser reconhecidas e combatidas.

“Precisamos levar informação para todas as mulheres, independentemente da classe social. A violência pode acontecer em qualquer realidade”, destacou Andréia.

A campanha reforça a importância da denúncia e do apoio da rede de proteção. Mulheres que enfrentam situações de violência podem buscar atendimento junto aos serviços públicos especializados do município.

Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
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