
O Inter sabe que precisa contratar, no mínimo, um zagueiro. Mas, para inscrever qualquer nova contratação, precisa derrubar o transfer ban imposto pela Fifa.
Em entrevista concedida após a final do Gauchão, o presidente colorado, Alessandro Barcellos, explicou a pendência com o Krasnodar, da Rússia. O valor é de 750 mil euros (cerca de R$ 4 milhões) por conta de uma parcela da compra do atacante Wanderson, ainda em 2023.
— O Inter fez o pagamento desta parcela em dezembro. Infelizmente, por questões burocráticas da guerra, de não possibilitar instituições de operarem este câmbio, este recurso volta ao clube e nós estamos tentando resolver a situação — explicou Barcellos, que complementou:
— Quando o processo é aberto na Fifa, ele tem uma sentença e é conclusiva. A sentença não abre para concorrer, a não ser que tenha um fato novo. O fato novo foi gerado quando o Krasnodar aperta o botão. Isso possibilitou ao Inter se manifestar e mostrar suas comprovações — finalizou.
Reforços nacionais
Até o fechamento da janela de transferências internacional no dia 3 de março, o Colorado tentou ao menos cinco jogadores diferentes que atuam na Europa.
Sem sucesso no Exterior, o clube busca reforços no mercado nacional, em um ciclo de contratações extra que se abriu para atletas que atuaram nos campeonatos estaduais. O período se estende até o dia 27 de março.
— A gente sabe a dificuldade que o mercado apresenta, os valores estão extremamente inflacionados. Jogadores que estão no Exterior estão em situação confortável ou com contrato para encerrar no meio do ano. Tentamos alguns casos e isso não diminui a nossa necessidade em continuar trabalhando nesta janela doméstica — concluiu Barcellos.
Entre os últimos nomes avaliados estão os zagueiros do Novorizontino, Dantas e Patrick, além de João Marcelo, do Cruzeiro, e Pedro Henrique, do Bragantino.