Na Bahia de todos os santos, não teve santo capaz de fazer a bola do Inter entrar na tarde deste sábado (23), em Salvador. Apesar do volume ofensivo, o Inter viu ruir no Barradão a sequência de sete partidas sem perder ao levar 2 a 0 do Vitória.
Estacionado nos 21 pontos, os colorados podem terminar a 17ª rodada do Brasileirão nas bordas da zona de rebaixamento, mas nela não entraram. O time segue, provisoriamente, na 12ª colocação.
Tivessem vencido o quarto melhor mandante da competição, Paulo Pezzolano e seus jogadores teriam garantido um lugar fora do Z-4 antes da parada para a Copa.
Com a derrota, será preciso pontuar contra o Bragantino, no domingo (31), no último jogo antes da pausa, para não ficar mais de mês entre os quatro últimos colocados.
Primeiro tempo
Um único lance tem a capacidade de mudar uma história, o ânimo e o resultado. Faltava apenas o gol ao Inter até os 28 minutos do primeiro tempo. Escalado com Borré no lugar do suspenso Carbonero e Juninho na zaga, o time de Pezzolano pressionava e criava chances.
Foram cinco escanteios. Sete chutes. Bolas e bolas roubadas no campo de ataque. Mas nenhum gol. Muito pela falta de perícia na finalização.
Duas vezes a oportunidade caiu nos pés de Alerrandro. Na primeira, ele girou e bateu em cima do goleiro. Tivesse passado para o livre Borré, a vida seria diferente.
O jogo tinha apenas sete minutos. Depois, o centroavante arrancou um átimo atrasado em bola estendida por Bernabei. Lucas Arcanjo chegou antes.
O Vitória tinha tido uma única chance. Lá nos movimentos iniciais, quando Anthoni protegeu a meta em chute de Martínez. Nada pôde fazer o goleiro aos 28 minutos. Com espaço, Erick cruzou. Livre, Renê cabeceou para as redes.
O Inter desapareceu. Não roubou mais bolas no ataque. Não ganhou escanteio. Não finalizou. Nada.
Reapareceu no segundo tempo, quase sempre com o onipresente Bernabei. Foram três tentativas. Sempre para fora. Alerrandro parou outra vez no goleiro. Outro giro, desta vez na meia-lua, parou nas mãos de Lucas Arcanjo.
O Vitória jogava para segurar o resultado. Tabata foi a alternativa para o Inter aumentar o poder ofensivo.
A pressão se manteve até o fim. Mais nomes ofensivos foram jogados ao campo. Alan Patrick. Allex. Thiago Maia. Nada capaz de modificar o placar a não ser para o lado do Vitória. Nos acréscimos, Tarzia puxou contra-ataque e bateu cruzado para fazer 2 a 0.
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