
O ex-piloto brasileiro Ayrton Senna foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. O nome do tricampeão mundial de Fórmula 1 passa a integrar o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, conforme estabelece a Lei nº 15.447, de 2026, publicada no Diário Oficial da União.
A homenagem teve origem no Projeto de Lei 789/2024, de autoria do senador Marcos Pontes (PL-SP). A proposta recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovada pela Comissão de Esporte (CEsp) do Senado, sem a necessidade de votação em Plenário.
Ao defender a aprovação da matéria, Kajuru destacou o legado do piloto para o esporte e para o país.
"Uma homenagem justa e apropriada, que reconhece suas conquistas excepcionais como atleta, seu compromisso com valores altruístas e seu papel como fonte de inspiração contínua para o Brasil", afirmou o senador.
Criado em 1992, o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria reúne, em páginas de aço, os nomes de personalidades que tiveram papel marcante na defesa ou na construção da história do Brasil. A obra está em exposição no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Legado no automobilismo
Ayrton Senna disputou a Fórmula 1 entre 1984 e 1994, conquistando três campeonatos mundiais, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Ao longo da carreira, venceu 41 Grandes Prêmios e tornou-se um dos maiores ídolos da história do automobilismo mundial.Em 2023, Senna também foi declarado Patrono do Esporte Brasileiro por meio da Lei nº 14.559, em reconhecimento à sua contribuição para o esporte nacional.
O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, disputado no circuito de Ímola, na Itália.